Uma criança que chega ao mundo com uma cardiopatia grave precisa mais do que uma cirurgia. O acompanhamento pode atravessar toda a infância e, em alguns casos, chegar à vida adulta. Foi nesse percurso que o Pro Criança Cardíaca construiu sua história ao longo de 30 anos. Fundada pela cardiologista pediátrica Rosa Celia, a instituição de Botafogo já atendeu 16.493 crianças e adolescentes e agora prepara uma nova frente de atuação, voltada especialmente para os primeiros anos de vida.
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O projeto de primeira infância, previsto para começar em outubro, pretende acompanhar 30 crianças de zero a seis anos durante um ano. A proposta é reunir diferentes áreas em torno dos pacientes, com participação de profissionais de Pediatria, Nutrição, Psicologia e outras especialidades. Além do atendimento, a iniciativa prevê a organização de dados sobre cardiopatias nessa faixa etária, com possibilidade de utilização do material em pesquisas e artigos científicos.
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A mudança amplia uma característica que acompanha o trabalho da instituição desde sua criação: o cuidado que não termina no procedimento médico. Ao longo de três décadas, foram realizados 134.216 atendimentos e 2.042 procedimentos invasivos. O trabalho alcançou, segundo a instituição, 65.972 pessoas.
Entre os pacientes que atravessaram essa história está Nathan Senna Alves. Ele completa 30 anos em setembro, o mesmo mês em que o Pro Criança Cardíaca celebra três décadas de atividade. Diagnosticado ao nascer com uma cardiopatia congênita grave e sem expectativa de vida, Nathan passou por três cirurgias cardíacas e foi acompanhado pela instituição durante o crescimento. Hoje, é casado, pai e mantém uma vida ativa.
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A trajetória de pacientes como Nathan ajuda a dimensionar o que significa o acompanhamento de uma criança com doença cardíaca para além do tratamento inicial. O diagnóstico precoce e o acesso à assistência especializada são parte desse processo, mas a continuidade do cuidado também pode ser decisiva ao longo dos anos.
A nova iniciativa terá ainda uma frente de pesquisa. A instituição mantém parceria com o Instituto do Coração (InCor), que permite a troca de experiências entre equipes médicas e a validação dos tratamentos. A sistematização das informações sobre os pacientes da primeira infância deve reforçar esse trabalho.
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Para colocar os novos projetos em prática, o Pro Criança Cardíaca também planeja ampliar sua estrutura física. A expansão ocorre enquanto a instituição mantém o atendimento gratuito a crianças e adolescentes com doenças cardíacas, além do acolhimento às famílias em situação de vulnerabilidade social.
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— Completar 30 anos é celebrar cada criança que teve a oportunidade de crescer e construir seu futuro. Mas também é olhar para os próximos anos, com novos projetos, mais pesquisa e a ampliação do atendimento, para que possamos cuidar de ainda mais crianças e famílias”, afirma a Dra. Rosa Celia — afirma Rosa Celia.
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Três décadas depois, Pro Criança Cardíaca amplia foco para os primeiros anos de vida
Uma criança que chega ao mundo com uma cardiopatia grave precisa mais do que uma cirurgia. O acompanhamento pode atravessar toda a infância e, em alguns casos, chegar à vida adulta. Foi nesse percurso que o Pro Criança Cardíaca construiu sua história ao longo de 30 anos. Fundada pela cardiologista pediátrica Rosa Celia, a instituição […]