Es Devlin foi a responsável pelo visual da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 A cenógrafa britânica Es Devlin – que faz esculturas para os palcos de Beyoncé, Kanye West, Adele e U2, entre outras estrelas – assina a “Library of light”, uma das instalações mais bacanas da semana de design de Milão, realizada em uma parceria do Salone del Mobile com a Pinacoteca de Brera. Vale a espera na longa fila que tem se formado diariamente na Via Brera.
Não ligou o nome à obra? Es Devlin, também conhecida como “poeta da luz”, projetou a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e a abertura do Rio 2015.
“Biblioteca da luz” por Es Devlin na Semana de Design de Milão 2025
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“É importante conectar o Salone com atividades culturais. A cultura que alimenta o design”, diz Maria Porro, presidente do Salone del Mobile.
A instalação reflete uma frase de Umberto Eco: “Os livros são a bússola da mente, eles apontam para incontáveis mundos ainda a serem explorados.” A escultura giratória luminosa de Devlin está localizada no centro do Cortile d’Onore do século XVII, que conecta a Pinacoteca di Brera, a Biblioteca Nacional Braidense e a Academia de Belas Artes.
Trata-se de uma estrutura cilíndrica de 18 metros de diâmetro, formada por prateleiras iluminadas contendo 3.200 volumes. Durante o dia, enquanto a estrutura gira, o plano espelhado reflete a luz do sol nas colunas, nas estátuas do pórtico e em partes do edifício nunca antes penetradas pelos raios de sol. À noite, sua estrutura iluminada cria jogos de sombras nas paredes do pátio.
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Mais uma de Umberto Eco: “O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura. Uma vez inventados, não podem ser aprimorados. Você não pode fazer uma colher melhor que uma colher. Designers tentam melhorar, por exemplo, o saca-rolhas, com sucessos bem modestos, e, por sinal, a maioria nem funciona direito. O livro venceu seus desafios e não vemos como, para o mesmo uso, poderíamos fazer algo melhor que o próprio livro. Talvez ele evolua em seus componentes, talvez as páginas não sejam mais de papel. Mas ele permanecerá o que é”, definiu Umberto Eco em “Não contem com o fim do livro”, de 2010.
