Aos 32 anos, Tom Daley é casado e pai e dois filhos, frutos da relação com o cineasta Dustin Lance Black. Mas o que hoje é a realidade do atleta, campeão olímpico no salto sincronizado em Tóquio-2020, já foi um sonho distante na sua juventude. No documentário “Tom Daley: 1.6 seconds”, lançado no domingo na Max, ele relembrou a trajetória até tornar pública sua orientação sexual.
Tom Daley contou ao mundo que era gay em 2013, por meio de um vídeo no YouTube. A vontade de falar sobre o assunto surgiu quando começou o namoro com Lance, então um jovem cineasta que havia vencido Oscar pela primeira vez, pelo roteiro de “Milk: a voz da igualdade”.
“Ficamos conversando e conversando e percebemos que nossas vidas eram muito parecidas. Ele tinha acabado de perder o irmão, e eu, o meu pai. Ele tinha acabado de ganhar um Oscar e eu uma medalha olímpica”, relembra Daley, fazendo menção ao bronze em Londres-2012 no salto sincronizado.
“Conheci Lance em março, e me assumi publicamente nove meses depois. Acho que eu não teria falado da minha vida pessoal se não tivesse conhecido alguém como ele. Desde que me apaixonei, sabia que não poderia manter isso em segredo”, conta Daley.
Daley também contou o que aconteceu depois que publicou o vídeo na internet. “Foi muito assustador, porque o meu empresário da época não me colocou para baixo e me disse que eu perderia patrocínios. Foi assustador, mas quando tudo estava às claras, fiquei feliz. Tirou toda a pressão de cima de mim”, avaliou.
Sensação nos saltos desde a infância, Tom Daley é o atleta britânico mais novo a competir em uma Olimpíada: ele participou dos Jogos de Pequim-2008 aos 14 anos. Nas outras quatro participações, ele somou cinco medalhas: três de bronze (Londres-2012 e Tóquio-2020 no salto individual e Rio-2016 em dupla), uma de prata (Tóquio-2020 em dupla) e foi campeão olímpico em Londres-2012 em dupla com Matty Lee.

