De Cabinda, em Angola, para as passarelas mais prestigiadas do mundo, Ana Jorge acaba de chegar ao Brasil, onde cumpre uma temporada de trabalhos em São Paulo, agenciada pela Joy Management. Dona de uma trajetória marcada por superação, a modelo chama atenção não apenas pela beleza e elegância, mas também pela história de vida que carrega e pela causa que defende.
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Criada em Lyon, na França, Ana viu sua realidade se transformar em 2012, quando conheceu o pai biológico, Gérard — um fotógrafo que trabalhava no orfanato onde ela vivia desde que chegou ao país como refugiada. “O orfanato sempre fez parte de mim. Foi lá que meu pai me incentivou a acreditar no meu potencial como modelo“, conta.
O primeiro passo na moda veio em 2013, quando ficou entre as finalistas do Elite Model Look França, um dos principais concursos do setor. Na época, apesar dos convites, não pôde seguir carreira de imediato, por estar em situação irregular no país, sem documentos e reconhecida como apátrida. “Segui focada nos estudos até 2018, quando finalmente consegui regularizar minha situação”, relembra.
A virada definitiva aconteceu no ano seguinte, em Paris. Lá, assinou o primeiro contrato profissional e, desde então, não parou mais. Ana conquistou espaço nas semanas de moda de Londres, Milão e Paris, desfilando e estrelando campanhas para grifes como Valentino, Balenciaga, Gucci, Hermès, Off-White, Burberry, Saint Laurent, Giorgio Armani, L’Oréal Paris, Comme des Garçons e Issey Miyake, além de posar para nomes de peso da fotografia, como Nick Knight e Ellen von Unwerth. Seu portfólio inclui ainda capas das revistas “Vogue”, “Dazed”, “Numéro”, “10 Magazine” e “L’Officiel”.
Além da carreira nas passarelas, Ana se formou em Comércio na França, jogou basquete na juventude e recentemente protagonizou o videoclipe Stock (2024), da banda Thirty Seconds to Mars, liderada por Jared Leto.
Agora no Brasil, a modelo reforça sua missão de ser voz para mulheres negras, imigrantes e órfãs que, assim como ela, enfrentam desafios em busca de dignidade e oportunidades.
“Perdi minha mãe muito jovem e cresci sem meu pai. Eu sei exatamente o que é viver em um lar para menores isolados, longe da família, tentando construir um futuro. Por isso, quero ser referência e inspiração para quem não desiste de transformar a própria realidade”, declara.
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