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Polícia Civil revela que Professor também lavava dinheiro do CV por restaurantes de picanha

BRCOM by BRCOM
junho 4, 2025
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O empresário Juscelino Lima, dono da Picanha do Juscelino — Foto: Divulgação/Hector Santos

Morto no último domingo, o traficante Fhillip da Silva Gregório, conhecido como Professor, utilizava também uma franquia de restaurantes chamada Picanha do Juscelino para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Ligado ao Comando Vermelho (CV), o criminoso, segundo a Polícia Civil, estruturou um esquema que envolvia uma rede de laranjas, produtoras de bailes funk, empresas de fachada e restaurantes para escoar os recursos da facção.

  • Esquema de lavagem de dinheiro do CV usava produtoras de bailes funk; esposa de MC Poze e integrante da Al-Qaeda foram beneficiados, diz polícia
  • Operação mira lavagem de dinheiro da cúpula do CV que envolvia Professor e esposa de MC Poze; suspeitos movimentaram R$ 250 milhões, afirma polícia

De acordo com a polícia, o dinheiro do CV passava por uma série de transferências e era lavado por meio dos restaurantes especializados em picanha. Após essa movimentação, os valores chegavam a Ponta Porã (MS), onde eram usados para adquirir armas e financiar novas atividades ilegais.

A operação da Polícia Civil, deflagrada na última terça-feira, tem como objetivo desarticular o núcleo financeiro do Comando Vermelho — responsável, segundo as investigações, por lavar mais de R$ 250 milhões. Além de Professor, os agentes identificaram que Viviane Noronha, esposa do cantor MC Poze do Rodo — solto também nesta terça-feira —, estaria entre os beneficiados pelo esquema. Segundo a investigação, ela teria recebido valores milionários por meio de empresas de fachada, laranjas e produtoras de bailes funk que atuavam no interior do Complexo do Alemão.

O delegado Jefferson Ferreira, da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), afirmou que “há indícios” de que a rede de restaurantes de picanha era usada no esquema operado por Professor. O sócio da Picanha do Juscelino é o empresário Juscelino Medeiros de Lima, de 37 anos, conhecido como Rei da Picanha.

O empresário Juscelino Lima, dono da Picanha do Juscelino — Foto: Divulgação/Hector Santos

Na página oficial do restaurante no Instagram, a churrascaria informa ter uma unidade localizada na Fazendinha, comunidade na Penha, Zona Norte do Rio, dominada pelo traficante Professor.

O GLOBO tentou contato com Juscelino Medeiros de Lima, que ainda não se manifestou.

Há 10 anos, Juscelino Lima chegou ao Rio vindo da Paraíba, trazendo R$ 80 mil — fruto da venda de um imóvel de sua mãe. O objetivo, segundo ele, era começar uma vida nova no Complexo do Alemão, onde sua família morava. Assim, iniciou um negócio a partir de um food truck em frente ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha.

Em 2020, Juscelino contou ao GLOBO que enfrentou a falência de seus empreendimentos algumas vezes. Após quebrar pela terceira vez, usou o dinheiro que ainda lhe restava para investir em um food truck, seguindo o conselho de um amigo.

— Eu nem sabia o que era food truck, mas achei que podia dar certo. Instalei o Picanha Truck em frente ao Hospital Getulio Vargas, também na Penha. O sucesso foi rápido. Um tempo depois, um grupo de investidores me fez uma proposta de sociedade para que o negócio crescesse. Tive medo, mas aceitei. Aí, o food truck cedeu espaço para um quiosque, que continua funcionando. Assim nasceu a Picanha do Juscelino — contou ao GLOBO, em 2020.

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  • Como CV lavava o dinheiro
  • Suspeito de integrar a Al-Qeada também teria recebido
      • Polícia Civil revela que Professor também lavava dinheiro do CV por restaurantes de picanha

Como CV lavava o dinheiro

De acordo com o delegado Jefferson Ferreira, da DRE, Fhillip da Silva Gregório, o Professor, estruturou uma rede de laranjas e empresas de fachada para movimentar o dinheiro do tráfico. Em seguida, uma série de transferências era feita para intermediários em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, onde armas e drogas eram compradas para abastecer o Comando Vermelho.

Um dos operadores do esquema era Gustavo Miranda de Jesus, responsável pelo setor financeiro do Professor e ligado à cúpula da facção. Gustavo investia o dinheiro do tráfico em produtoras de baile funk e até em um restaurante simples que mantinha em seu nome, em frente ao Hospital Getúlio Vargas. Embora estivesse cadastrado no auxílio emergencial, movimentou mais de R$ 30 milhões em um ano, segundo a polícia.

— Uma das transações suspeitas envolvia essa produtora e pessoas ligadas ao CV. Um exemplo é Gustavo Miranda de Jesus, que trabalhava na parte financeira do traficante conhecido como Professor, morto no último domingo. Ele movimentou cerca de R$ 30 milhões em menos de um ano, mesmo estando cadastrado no auxílio emergencial — detalhou o delegado.

Além de Gustavo, a polícia identificou “robustas evidências” de movimentações financeiras feitas por pessoas ligadas a outros líderes do Comando Vermelho. Entre eles está o traficante conhecido como Doca, chefe do tráfico no Complexo da Penha. O segurança de Doca, Nikolas, apelidado de Hurley, também movimentava valores em nome da produtora Leleco Nacional.

Outro nome citado na investigação é Matheus Mendes, que atuava como laranja e fazia transferências para Viviane Noronha.

A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Viviane na manhã desta terça-feira e bloqueou seus bens móveis e imóveis. No total, 38 contas foram bloqueadas, incluindo contas da influenciadora e de outros alvos da operação.

— Viviane foi alvo nesta fase da operação. Além das produtoras, ela contava com um laranja que repassava valores para ela — afirmou Jefferson Ferreira.

Durante a operação, a polícia também apreendeu quatro carros de luxo em endereços diferentes. Em um dos casos, o veículo era avaliado em R$ 200 mil.

Suspeito de integrar a Al-Qeada também teria recebido

Além da esposa do MC Poze, a investigação da Polícia Civil também aponta que a facção criminosa, por meio dessas produtoras, realizou um depósito para Mohamed Hussein Ahmed, cidadão egípcio classificado como suspeito de atuar como operador financeiro da Al-Qaeda, de acordo com dados de cooperação internacional. Segundo os agentes, ele já foi “procurado pelo FBI por suspeita de atuar como agente facilitador de operações financeiras em nome da Al-Qaeda”.

Em 2019, Mohamed foi retirado da lista de procurados do FBI, mas segue sendo considerado suspeito pelas autoridades brasileiras e americanas. Na época, foi interrogado pelo FBI e pela Polícia Federal, e negou qualquer envolvimento com o grupo, atribuindo as acusações a perseguição política no Egito.

Segundo a investigação, ele teria recebido um depósito da produtora Leleco Nacional, mas a polícia não conseguiu especificar o valor nem o destino do dinheiro.

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