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Aprendizado constante é peça-chave para uma vida longa e ativa

BRCOM by BRCOM
junho 5, 2025
in News
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Roberta França, geriatra — Foto: Divulgação

Em um mundo em constante transformação, a capacidade de aprender se tornou mais do que uma vantagem. Manter a mente ativa é tão essencial quanto cuidar do corpo. E isso não diz respeito apenas à permanência no mercado de trabalho após os 50 anos. A busca por novos conhecimentos está diretamente ligada a algo ainda mais fundamental: o sentido de viver.

Estudos apontam que o aprendizado contínuo estimula o cérebro, melhora a memória, desacelera o declínio cognitivo e pode até adiar o surgimento de doenças neurodegenerativas. Aprender novas habilidades ou adquirir conhecimentos diferentes ativa a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões. Mas os benefícios vão além da mente.

A aprendizagem amplia horizontes, fortalece conexões sociais e protege a saúde emocional. O indivíduo que se mantém em movimento, física e intelectualmente, ativa circuitos de autoestima, motivação e pertencimento.

— Quando você perde o propósito, quando não sente mais vontade de aprender, qual é o sentido de continuar existindo? — provoca a geriatra Roberta França.

E esse conhecimento não precisa ser técnico ou profissional. Aprender a usar um novo aplicativo, entender como funcionam as redes sociais ou simplesmente se familiarizar com a tecnologia cotidiana é uma forma poderosa de se manter conectado ao mundo.

A resistência ao novo pode gerar um processo de isolamento silencioso, com impactos diretos na saúde mental.

— O medo de errar ou de se frustrar impede a experimentação. E a ausência de estímulos favorece quadros de depressão, ansiedade e até declínio físico — alerta a geriatra.

Outro perigo é ficar preso à nostalgia. O mantra “na minha época era melhor” pode parecer inofensivo, mas tem consequências graves.

— Não existe voltar no tempo. A sua época é agora — afirma a especialista.

É importante não negar as experiências anteriores, mas as ampliar.

— O excesso de passado deprime, principalmente quando se acredita que nada do presente pode ser tão bom quanto o que já foi experimentado. Estar vivo é um processo contínuo de atualização, de rever crenças, de mudar de gosto, de se permitir outras versões de si mesmo — destaca a especialista.

Roberta França, geriatra — Foto: Divulgação

O medo de errar ou de se frustrar impede a experimentação. E a ausência de estímulos favorece quadros de depressão, ansiedade e até declínio físico”

— Roberta França, geriatra

Abrace novas experiências

Aprender algo novo, por menor que pareça, é também uma forma de afirmar: “eu ainda estou aqui”.

Para Roberta, muitas das dificuldades em lidar com tecnologias ou com novos modelos de convivência derivam justamente da expectativa de viver sem desconfortos.

Em um mundo que oferece cada vez mais recursos para evitar o incômodo, das relações virtuais aos assistentes digitais, cresce também o número de pessoas que escolhem experiências “perfeitas”, como “crianças” que não choram ou “companhias” digitais que não nos desafiam nem discordam de nós. Mas fugir da contrariedade é, na prática, fugir da vida real.

— Não existe relação sem frustração — lembra a geriatra.

Estar em contato com a realidade, com o erro, com o outro é mais um benefício de investir no aprendizado constante. É nessa balança emocional que desenvolvemos empatia, resiliência, flexibilidade e capacidade de adaptação, qualidades fundamentais para a saúde mental e para o bem-estar social.

— As relações humanas só podem ser construídas se nos depararmos com as diferenças. É a partir do que o outro nos provoca, positiva ou negativamente, que aprendemos a lidar com as nossas emoções.

E uma mente aberta à experiência é mais preparada para lidar com os altos e baixos do cotidiano, com as incertezas, com os desafios do envelhecer. Isso se reflete em todas as áreas.

— Pessoas mentalmente engajadas envelhecem com mais autonomia, menos doenças crônicas e maior disposição física — destaca a médica.

O tempo que temos aqui, afinal, só faz sentido se for preenchido com intenção, curiosidade e coragem de mudar. E aprender, sempre que possível, é um jeito de reafirmar que a vida continua valendo a pena.

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