- Contexto: Ministro da Defesa de Israel ordena que barco de ajuda com Greta Thunberg seja impedido de entrar em Gaza
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O barco Madleen, com bandeira britânica, operado pela FFC, partiu da Sicília em 6 de junho e esperava chegar a Gaza no final do dia, quando ocorreu a interceptação, informou o grupo em sua conta no Telegram.
Entre os passageiros do barco estão a ativista climática sueca Greta Thunberg, Rima Hassan, deputada francesa do Parlamento Europeu, e o ativista brasileiro Thiago Ávila.
Pouco antes da declaração da FFC, o Ministério das Relações Exteriores de Israel postou um vídeo no X mostrando a Marinha israelense se comunicando com o Madleen por meio de um alto-falante, instando-o a mudar de rota.
— A zona marítima ao largo da costa de Gaza está fechada ao tráfego naval como parte de um bloqueio naval legal — disse um soldado. — Se você deseja entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, pode fazê-lo através do porto (israelense) de Ashdod.
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O veleiro, com sua tripulação de 12 pessoas, transportava um carregamento simbólico de ajuda humanitária, incluindo arroz e fórmula infantil.
No sábado, a ativista alemã Yasemin Acar disse à AFP que o Madleen navegava ao longo da costa do Egito, fronteiriço com o território palestino, e que planejava chegar à Faixa de Gaza na manhã de segunda-feira.
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O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ordenou ao Exército neste domingo que impedisse o Madleen de chegar a Gaza, chamando a missão de um esforço de propaganda em apoio ao Hamas.
“A Greta, a antissemita, e aos seus companheiros, porta-vozes da propaganda do Hamas, digo claramente: voltem, porque não chegarão a Gaza”, acrescentou.
Israel impôs um bloqueio naval ao enclave costeiro depois que o Hamas assumiu o controle de Gaza em 2007. O bloqueio permaneceu em vigor durante vários conflitos, incluindo a guerra atual, que começou após um ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou mais de 1.200 pessoas, de acordo com dados israelenses.
O Ministério da Saúde de Gaza afirma que mais de 54 mil palestinos foram mortos desde o início da campanha militar de Israel. As Nações Unidas alertaram que a maioria dos mais de 2 milhões de residentes de Gaza está enfrentando fome. Segundo o governo israelense, o bloqueio é essencial para impedir que armas cheguem ao Hamas.

