BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

manobras ousadas marcam a disputa do skate no Intercolegial 2025

BRCOM by BRCOM
junho 9, 2025
in News
0
Antonella com o pai, Marcos Paulo — Foto: Fabio Souza

Skatistas tomaram a Vila Olímpica do Encantado na manhã do primeiro sábado de junho (6), na disputa do skate na 43ª edição do Intercolegial. Meninos e meninas das mais variadas idades voaram por rampas, escadas e corrimãos no skate street, modalidade olímpica do esporte, na qual o skatista realiza manobras em superfícies diversas, como ruas, calçadas, parques e pistas. A competição estudantil é uma realização do jornal O GLOBO, com apresentação do Sesc-RJ.

  • Leia mais: Tudo sobre o Intercolegial

O skate foi disputado nas categorias sub-10, sub-14 e sub-18, masculino e feminino. Por volta das 8h30 os meninos do sub-10 começaram a se aquecer na pista, preparando-se para a disputa. Cada um pôde fazer duas voltas de 45 segundos, em que deveria mostrar todo o talento para os juízes, deslizando e manobrando pelos obstáculos. A nota da melhor das duas voltas foi considerada na pontuação geral do skatista.

A disputa dos meninos foi marcada por duas voltas avassaladoras do Benício Machado, mais conhecido como Benny, de 9 anos. Apresentando velocidade e consistência, de ponta a ponta da pista, o estudante do Santa Mônica Rede de Ensino trouxe uma série de manobras que impressionaram os juízes, como um frontside flip, que gira o skate no próprio eixo a partir da frente, e um backside ollie, na qual o skatista salta com o skate, aterrissando de costas no sentido do movimento. Benny recebeu a notícia de que venceu a disputa com tranquilidade de campeão, mas disse estar surpreso.

— Eu achei que ia ficar em segundo, mas acabei ganhando! Agora é seguir em frente e me preparar para as próximas competições — disse o garoto, com um sorriso largo após ver o placar com seu nome em primeiro lugar.

Já entre as meninas, Antonella Dourado, também do Santa Mônica, venceu as adversárias Manuela Valle e Bella Andrade, respectivamente do Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria e Santa Mônica Rede de Ensino, que ficaram com o segundo e o terceiro lugares de uma disputa acirrada. Antonella trouxe para o street um frontside 50/50, que consiste em parar com o eixo do skate na quina de um obstáculo e retomar o movimento em seguida; um frontside rock ‘n’ roll, quando o skate para perpendicularmente na borda de um obstáculo; e um pop shove it, em que se gira o skate 180 graus, no chão.

— Estou muito feliz! Foram três semanas treinando, com muita dedicação — disse a competidora de apenas 7 anos.

O pai dela, Marcos Paulo Dourado, era só orgulho.

— O que a Antonella fez não é fácil, ainda mais para uma criança da idade dela. A gente sabe que a dedicação é o que conta. É muito gratificante ver a felicidade dela agora — comentou, emocionado.

Antonella com o pai, Marcos Paulo — Foto: Fabio Souza

Um pouco mais tarde, foi a vez dos esportistas com menos de 14 anos. Miguel Amaral, o Mig, do Colégio e Curso Zerohum, venceu a prova, ficando à frente de Pedro Herberte, o King, do Santa Mônica, e Martin Gutierrez, do Rede Daltro. Foram tantos meninos inscritos na disputa que ela precisou ser dividida em duas baterias, assim como as modalidades posteriores com os estudantes mais velhos.

O coordenador de esporte e movimento do Zerohum, Kauffman Ribeiro, contou que foi a primeira participação da escola no Intercolegial. A rede de ensino considera o menino Miguel como um expoente do esporte na escola.

— O Miguel veio de escola pública, foi convidado a estudar no Zerohum como bolsista, e hoje o consideramos nosso atleta símbolo. Estamos muito felizes com o resultado — vibrou Ribeiro.

Miguel Amaral é bolsista do Zerohum — Foto: Fabio Souza
Miguel Amaral é bolsista do Zerohum — Foto: Fabio Souza

Enquanto isso, nos fones de ouvido de Manuella Nonno, de 14 anos, do Santa Mônica Rede de Ensino, tocava o artista de trap Filipe Ret. Para driblar o nervosismo antes da prova, Manu segue o ritual de ouvir música para relaxar. Deu certo. Ela foi a vencedora da categoria sub-14 para meninas, ficando na frente de Manuh Rezende, de 11 anos, do Santa Mônica, e Luisa Mattos, de 13, do Salesiano de Santa Rosa. Manuella contou que se inspira na skatista Vitória Mendonça, e que ainda guarda sonhos maiores.

Da esquerda para a direita, Luisa Mattos, Manuella Nonno e Manuh Rezende — Foto: Fabio Souza
Da esquerda para a direita, Luisa Mattos, Manuella Nonno e Manuh Rezende — Foto: Fabio Souza

— Eu tenho o sonho de disputar as Olimpíadas um dia. O Intercolegial é um passo importante nessa trajetória — revelou a campeã.

Chegou então a hora do sub-18 masculino, recheado de atletas que já disputam competições internacionais, como é o caso de Matheus Mendes, ou simplesmente Matheuzão, atleta de 16 anos da Rede Daltro. Ele acabou de participar de uma competição nos EUA e veio prestigiar o Intercolegial. Em suas duas voltas, Matheuzão fez uma longa série de manobras. Switchs, grinds, kickflips e ainda um caballerial, na qual o skate gira 360 graus em direção ao lado traseiro, enquanto o skatista está andando de fakie (no sentido oposto ao normal).

Mas, surpreendentemente, no final quem ganhou foi um amigo de Matheuzão. Fernando Chami, de 16 anos, do Santa Monica Rede de Ensino, venceu por uma diferença de menos de 3 pontos (78,7 contra 76,06 pontos). Chami também já disputa competições internacionais.

— Estou muito feliz, cara. Foi o primeiro Intercolegial que corri. Estou com um joelho machucado, mas conseguimos.

Chami ainda revelou como foi ganhar de Matheuzão, um rival que também é um amigo.

— O pai dele já me levou para competições. A gente compete, mas se dá bem — contou o campeão.

Já no feminino, muito mais nova do que as suas adversárias da categoria sub-18, Brenda Moura, a Brendinha, foi o grande destaque da competição. Com apenas 12 anos, a estudante do Pedro II venceu adversárias muito mais velhas, como Maria Luiza Gomes, de 16, do Zerohum, e Mari Navarro, de 15, do Santa Mônica, que ficaram com a segunda e terceira colocações, respectivamente.

Brendinha fazendo um grind para ser campeã — Foto: Fabio Souza
Brendinha fazendo um grind para ser campeã — Foto: Fabio Souza

— Estou muito feliz! Foi mais um aprendizado. Fiz minha linha certinho — contou a menina, que se inspira na atleta olímpica Rayssa Leal, que já levou uma medalha de prata e outra de bronze em duas Olimpíadas.

Brendinha, que decidiu enfrentar as atletas mais velhas como um desafio pessoal, revelou que também sonha em voar mais alto com seu skate.

— Meu sonho é disputar as Olimpíadas. Quem sabe já na próxima? — revelou a campeã do Intercolegial.

Os próximos Jogos Olímpicos serão realizados em Los Angeles, em 2028. Brendinha terá 15 anos. Rayssa tinha apenas 13 anos quando ganhou a medalha de prata em Tóquio.

O Intercolegial volta no dia 16 de agosto, com as competições do basquete.

manobras ousadas marcam a disputa do skate no Intercolegial 2025

Previous Post

veja os valores e datas dos pagamentos a Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras

Next Post

vista com desconfiança pelo governo, Starlink é proibida na Bolívia

Next Post
La Paz, capital da Bolívia. A velocidade da internet na Bolívia é a mais lenta da América do Sul e centenas de milhares de pessoas permanecem offline — Foto: Meridith Kohut para o The New York Times

vista com desconfiança pelo governo, Starlink é proibida na Bolívia

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.