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Astro da NBA, Giannis lembra derrota para o Brasil, fala em mudar estilo e reflete sobre domínio estrangeiro: ‘Que os jovens vejam’

BRCOM by BRCOM
junho 10, 2025
in News
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Giannis Antetokoumpo inagura quadra reformada na zona sul do Rio de Janeiro

Eleito MVP (melhor jogador) duas vezes consecutivas (2019 e 2020) e campeão da NBA (2021) com o Milwaukee Bucks, Giannis Antetokounmpo quer mais. Dono da segunda maior média de pontos da temporada (30,4), o grego desembarcou no Brasil no último final de semana e viveu experiências em profusão ao lado dos três irmãos (Thanasis, Kostas e Alex) e da mãe (Veronica) no Rio de Janeiro.

Em conversa com o GLOBO pouco antes de inaugurar uma quadra reformada na Praça Claudio Coutinho, no Leblon, em ação patrocinada pela casa de apostas Betano, o “greek freak” refletiu sobre o domínio estrangeiro na liga e as dificuldade dos playoffs (os Bucks caíram para o atual finalista Indiana Pacers), lembrou duelo com o Brasil em 2019 e falou em fazer mudanças em seu estilo de jogo.

Giannis Antetokoumpo inagura quadra reformada na zona sul do Rio de Janeiro

Antetokounmpo inaugura quadra no Rio — Foto: Leo Martins
Antetokounmpo inaugura quadra no Rio — Foto: Leo Martins

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  • Samba, Cristo Redentor, vôlei… o que mais gostou de fazer no Rio?
  • Os torcedores brasileiros são muito apaixonados…
  • Você está inaugurando uma quadra reformada. Quão importante é manter o basquete, que mudou sua vida, acessível?
  • Você foi o primeiro na sequência de sete prêmios de MVP para estrangeiros consecutivos. A NBA está mais global do que nunca?
  • O que você diria para quem quer jogar basquete profissionalmente?
  • Temos uma boa memória do seu jogo contra a seleção brasileira no Mundial de 2019. Lembra desse jogo?
  • Você teve uma ótima temporada individual, mas os Bucks não foram longe. Infelizmente, perderam Lillard nos playoffs. No que é possível melhorar?
  • Estamos vendo nesse playoffs que a temporada regular pode não significar muita coisa. O que muda nos jogos de pós-temporada?
  • Você é pai de quatro filhos* agora. Curtiria se um deles seguisse carreira no basquete?
      • Astro da NBA, Giannis lembra derrota para o Brasil, fala em mudar estilo e reflete sobre domínio estrangeiro: ‘Que os jovens vejam’

Samba, Cristo Redentor, vôlei… o que mais gostou de fazer no Rio?

Tudo foi especial. Mas ir ao Cristo foi incrível para mim e para minha família. Fomos pela manhã, tinha muita gente lá. Tivemos a experiência e ganhamos uma benção, foi incrível. Aprendemos sobre a cultura do samba, as escolas e as histórias. Tinha um professor que ensinou samba e tentou dar um pouco de ritmo para a gente, foi divertido. Também fomos celebrar com o povo brasileiro e torcer pela seleção (feminina de vôlei). Foi uma experiência incrível.

Os torcedores brasileiros são muito apaixonados…

Eu senti isso quando o jogo (de vôlei) estava voltando (para as mãos do Brasil). As pessoas estavam torcendo, dando energia às jogadoras. É por isso que o esporte é tão bonito. Não vou a jogos para sentar e assistir, normalmente estou jogando. Sentar lá, ver os torcedores apaixonados, gritando “vamos lá”, coisa que eu também fiz, foi muito divertido.

Giannis e os irmãos torceram pela seleção brasileira na partida contra a Itália, pela Liga das Nações feminina de vôlei — Foto: Divulgação/VNL
Giannis e os irmãos torceram pela seleção brasileira na partida contra a Itália, pela Liga das Nações feminina de vôlei — Foto: Divulgação/VNL

Você está inaugurando uma quadra reformada. Quão importante é manter o basquete, que mudou sua vida, acessível?

É muito importante. Estou feliz por deixar minha marca. Acredito ter uma plataforma para que muitas crianças vejam o que faço e sigam meus passos. Não sabia que as pessoas no Brasil sabiam quem eu era, minha popularidade. Agora que estou aqui, vejo as pessoas usando minha camisa, conhecendo minha história. Poder fazer isso num país que me apoia é uma experiência incrível. Vou contar aos meus filhos, aos meus netos. Espero que as crianças daqui joguem as mesmas horas que eu joguei nas quadras de Sepolia (bairro em Atenas), onde cresci. Que elas joguem, evoluam. Nunca sabemos, uma delas pode chegar à NBA e inspirar novas gerações.

Você foi o primeiro na sequência de sete prêmios de MVP para estrangeiros consecutivos. A NBA está mais global do que nunca?

Chegou num ponto que nunca aconteceu antes. As últimas duas escolhas número 1 do Draft foram franceses. A NBA está fazendo um bom trabalho abrindo (esse espaço). Os que vieram antes de nós, como Petrovic, Nowitzki, Ginobili, Gasol, Olajuwon, todos fizeram coisas que fizeram com que eu, Wemby (Victor Wembanyama), Nikola Jokic, Luka (Doncic), (Bogdan) Bogdanovic, Dennis Schroder e Rudy Gobert pudéssemos seguir os passos. Espero que o que estamos fazendo, ganhando MVPs, campeonatos, sendo rostos de franquias de mercados pequenos e gigantes, como Luka nos Lakers, seja visto por jovens da Europa, do Brasil, da África. Siakam (camaronês), por exemplo, é um dos melhores estrangeiros e agora está nas finais (pelos Pacers). As crianças podem ver e pensar “eles conseguiram, nós também podemos”.

Acredito que quanto mais isso acontecer, mais global o jogo vai ficar. A NBA reconhece isso e é por isso que está tentando uma liga na Europa e está na África (na Basketball Africa League). Estão aproveitando o quão global o jogo está.

O que você diria para quem quer jogar basquete profissionalmente?

Tem muitas coisas, mas vamos focar em duas. Você precisa se esforçar todos os dias. O trabalho de cada dia se soma. O do mês se soma. O de três meses. Além disso, humildade, seja humilde. Quando você chegar lá, for draftado ou chegar à NBA, não pense “eu consegui, fiz meu trabalho”. É aí que tem que ser humilde. Se lembre do que te colocou lá e continue crescendo.

Giannis Antetokounmpo em conversa com o GLOBO — Foto: Leo Martins
Giannis Antetokounmpo em conversa com o GLOBO — Foto: Leo Martins

Temos uma boa memória do seu jogo contra a seleção brasileira no Mundial de 2019. Lembra desse jogo?

Claro que lembro. Perdemos aquele jogo. Eles jogaram muito bem, de forma muito física. Como um time. Dava para ver que eram uma unidade. Até na Olimpíada de Paris o Brasil jogou incrivelmente bem, duro e coletivamente. Dá para ver que o basquete aqui está subindo muitos degraus. Não é uma memória muito boa para mim, é boa para vocês (risos). Mas tudo bem, tudo na vida é bom.

Você teve uma ótima temporada individual, mas os Bucks não foram longe. Infelizmente, perderam Lillard nos playoffs. No que é possível melhorar?

Não quero me provar para os outros, quero melhorar por mim. Continuar evoluindo, mudar meu jogo um pouco. Deixar ele um pouco mais leve em esforço físico. Jogar um pouco mais com a meia distância, talvez adicionar cestas de três pontos. Deixar meu jogo mais fácil. Com isso, ajudar meu time a ser bem sucedido.

Estamos vendo nesse playoffs que a temporada regular pode não significar muita coisa. O que muda nos jogos de pós-temporada?

É algo totalmente diferente. Nos playoffs, tudo pode acontecer. Lesões podem acontecer. Matchups, ajustes, fisicalidade, velocidade do jogo. (A velocidade aumenta) nos primeiros minutos e diminui no fim. Muitas coisas podem acontecer, muitas variáveis. Nada é garantido. É por isso que dizem “chegue aos playoffs e veja o que vai acontecer”. Não importa a posição que você termina, o que importa é jogar duro quando chegar lá, encaixar como time. Una-se. Quanto mais unido o time estiver, mais longe vai.

Giannis Antetokounmpo em ação na temporada — Foto: Ethan Miller/Getty Images/AFP
Giannis Antetokounmpo em ação na temporada — Foto: Ethan Miller/Getty Images/AFP

Você é pai de quatro filhos* agora. Curtiria se um deles seguisse carreira no basquete?

Primeiro de tudo, quero que eles tenham saúde e sejam felizes. Segundo, quero que sigam meus passos. Se um dos meninos ou das meninas quiser jogar basquete, vou apoiar até o fim, mesmo que não sejam os melhores. Mas como pai, meu trabalho é mantê-los seguros, felizes e rezar pela saúde deles. Se forem para o basquete, estarei em todos os jogos, vou apoiar e ser o fã número um.

*Giannis e a esposa Mariah são pais de Liam (5 anos), Maverick (3), Eva (1) e Aria (1 mês).

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