Após duas décadas afastada da teledramaturgia, Mari Bridi está de volta às novelas. A atriz integra o elenco de “Êta Mundo Melhor!”, nova produção da TV Globo com estreia marcada para 30 de junho. Ela interpretará Mirtes, uma mulher que, após uma reviravolta em sua vida familiar, passa a trabalhar em um dancing. A trama é assinada por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson e promete conquistar o público com leveza e humor.
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Filha da jornalista Sônia Bridi, Mari fala sobre a emoção de retornar aos estúdios e de reencontrar sua vocação artística.
— Recebi o convite do Lauro Macedo, da Globo, para participar do Potencializa, um projeto que visa revelar e potencializar talentos. Fiquei apreensiva no início, mas foi transformador. Redescobri minha paixão pela atuação e lembrei da potência de construir uma personagem — conta à ELA.
O retorno marca um momento importante em sua trajetória pessoal e profissional. Aos 40 anos, a artista se vê mais madura e segura. — Hoje me sinto muito mais completa do que aos 20 ou 30. A idade e a maternidade mudaram minha visão de mundo. Saber o que realmente importa nos dá clareza sobre o caminho que queremos seguir.
O papel de Mirtes, segundo Mari, trouxe novos desafios e também paralelos com a própria história. —Ela é diferente de mim, mas empresto muito da minha vivência para a personagem. Assim como ela, que se joga em um universo novo, eu também estou me reinventando — afirma.
No folhetim, Mirtes precisa lidar com mudanças drásticas e busca no trabalho uma forma de ajudar a família, uma jornada que exige coragem e força, características que a influenciadora destaca como essenciais em sua própria caminhada.
Conciliar a volta à televisão com a vida familiar também exigiu adaptações. Mari, que já compartilhava seu dia a dia nas redes sociais falando sobre maternidade e bem-estar, diz que a organização da rotina com os filhos, Aurora e Valentim, frutos do antigo relacionamento com Rafael Cardoso, foi fundamental.
— Trabalhar fora novamente, em equipe, tem sido muito enriquecedor. Traz uma troca que me nutre como artista e como pessoa — destaca. Ela reconhece que o maior desafio nesse processo foi lidar com suas próprias inseguranças.
— O obstáculo era interno. Será que eu ainda sou capaz? Será que posso? Romper com essas dúvidas e me permitir foi essencial. Foi libertador perceber que sim, ainda posso e quero viver essa paixão — declara.
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Com sua história de retomada e transformação, Mari espera também inspirar outras mulheres.
— Nunca é tarde para recomeçar. Cada dia é uma chance nova. Acredite na sua potência e no que te move. Às vezes, só falta a coragem de dar o primeiro passo. E acredite: alguém vai ser tocado pela sua atitude.