Uma pesquisa Genial/Quaest com deputados federais mostra que a maior parte deles (45%) se considera de direita. A soma de parlamentares de esquerda (21%) e de centro (25%) é apenas um ponto percentual acima do grupo majoritário. Além disso, 1% diz que não se enquadra em nenhuma dessas classificações e 8% não sabem ou não respoderam.
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A pesquisa foi realizada entre 07 de maio e 30 de junho com 203 deputados federais em exercício. Isso corresponde a 40% do número total de parlamentares e representa a divisão de partidos e regiões brasileiras. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para mais e para menos.
Quase a metade (46%) deles avalia como negativo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 27% dos membros da Câmara, a gestão petista é positiva, e 24% enxergam como regular. Outros 3% não sabem ou não responderam.
O levantamento também mostrou que a inclinação política não significa necessariamente apoio ou oposição ao governo. De acordo com a Quaest, 32% da Câmara se diz da base e 32% da oposição. Além disso, 27% se declaram como independentes enquanto 9% não sabem ou não responderam.
Os dados também apontam que a elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda possui amplo apoio na esquerda (96% dos deputados desse campo) e na direita (88%). Já a maior taxação de super-ricos para compensar a perda de arrecadação tem apoio da esquerda (92%) e é rejeitada pela direita (17%).
Na Segurança, os dois temas consultados pela pesquisa dividem os campos políticos — aumento de penas para roubos e a PEC apresentada pelo Ministério da Justiça (veja acima). Já a exploração de petróleo na Amazônia conta com amplo apoio da direita (91%) e também tem a maioria dos parlamentares de esquerda (67%).
Os dados mostram ainda que os deputados que se consideram de direita são os que mais avaliam como negativamente o governo (86%) e que entendem ser baixa as chances de Lula aprovar sua agenda no Congresso (81%).