Danúbia de Souza Rangel, ex-mulher do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, já saiu de um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, onde estava internada para dar à luz uma menina. Detida por policiais da 72ªDP(São Gonçalo) na maternidade, neste sábado, por conta de um mandado de prisão, ela foi levada com a filha recém-nascida para ser submetida, nesta segunda-feira, a uma audiência de custódia, que será realizada na Central de Custódias de Benfica, na Zona Norte do Rio.
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Danúbia de Souza Rangel foi presa por conta de um mandado de prisão, expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após uma condenação por crime de lavagem de dinheiro. No sábado, policiais da 72ªDP descobriram que a ex-xerifa da Rocinha estava internada em uma maternidade e foram até o local, onde cumpriram a ordem judicial que determinava a captura da mulher. A polícia informou que já vinha monitorando a rotina de Danúbia, com base em postagens feitas por ela nas redes sociais.
— Tínhamos a possibilidade de cumprir o mandado e passamos a monitorá-la. Sabíamos que ela estava grávida, pois ela mesma postou em suas redes sociais. Quando se internou, cumprimos o mandado de prisão — informou o delegado titular, Fábio Souza.
A criança é fruto do relacionamento de Danúbia com o MC HCalvin, rapper com cerca de 16 mil seguidores na internet. Numa postagem, ele escreveu: “Sou o homem mais feliz de 2025.”
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Danúbia era conhecida como “Xerifa da Rocinha” e teve papel ativo no comando do tráfico na favela mesmo após a prisão do então companheiro Nem, que está em presídio federal. Recentemente tem mantido presença ativa nas redes sociais, onde se reinventou como influencer com mais de 50 mil seguidores.
Segundo o advogado responsável pela defesa de Danúbia, um pedido de prisão domiciliar será encaminhado à Vara de Execuções Penais como medida urgente.
— Ela teve a pena extinta por cumprimento na execução penal, mas ainda respondia a um processo em liberdade por lavagem de dinheiro. Esse processo gerou uma condenação que, após esgotarmos todas as instâncias, transitou em julgado. Por isso, foi expedido novo mandado, mas, como o processo era concomitante aos outros, estamos tentando algum benefício na Vara de Execuções Penais (VEP). No momento, pretendemos obter na Justiça o benefício da prisão domiciliar como medida urgente —explicou o advogado Wellington Costa.
Danúbia havia sido presa pela última vez em outubro de 2017, na Ilha do Governador, em operação conjunta das delegacias da 39ª DP (Pavuna) e da 52ª DP (Nova Iguaçu). À época, a acusação era de que Danúbia teria ajudado Nem a continuar comandando o tráfico da Rocinha de dentro do presídio.
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Pelos crimes de associação para o tráfico e corrupção ativa, foi condenada a 8 anos, 2 meses e 20 dias de prisão.
Mesmo reclusa, Danúbia continuou a desafiar as regras. Em março de 2022, foi punida no Instituto Penal Oscar Stevenson por tirar selfies na cela e publicar nas redes sociais. Como resultado, teve o regime de pena alterado: passou do semiaberto para o fechado, com restrição de benefícios como saídas temporárias.
No dia 11 de janeiro de 2025, ela deixou o presídio após cumprir parte da pena. A libertação foi comemorada com espumante rosé ao lado de amigos e familiares. Pouco depois, criou um novo perfil nas redes sociais, onde acumula mais de 50 mil seguidores. Nele, passou a divulgar procedimentos estéticos, harmonização facial, clínicas odontológicas e restaurantes em comunidades cariocas, afirmando estar “renovada” com o novo visual.
Apesar da soltura, Danúbia ainda tinha um mandado de prisão condenatória pendente. No sábado, 5 de julho de 2025, ela foi localizada por policiais civis da 72ª DP (Mutuá) enquanto estava internada em uma unidade hospitalar na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Com isso, foi novamente presa