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Em sua terceira viagem aos EUA desde a volta de Trump ao poder, Netanyahu ficou frente a frente com o presidente americano na segunda-feira, em uma reunião de alto nível que também incluiu algumas das autoridades mais proeminentes dos dois países, para discutir temas estratégicos. Apenas disso, houve espaço para uma troca de elogios.
O premier israelense afirmou ter enviado uma carta ao comitê do Nobel indicando Trump para a maior honraria entregue em reconhecimento a pessoas que desenvolvem trabalhos, ações e pesquisas em benefício da Humanidade.
— Ele está promovendo a paz neste exato momento, em um país, em uma região após a outra — disse Netanyahu.
Trump há muito tempo reclama por nunca ter ganho a honraria. O republicano já se queixou do fato do comitê ter ignorado seu papel de mediador nos conflitos entre Índia e Paquistão e entre Sérvia e Kosovo. Na segunda, em Washington, Trump comparou a decisão de autorizar os ataques aéreos contra o Irã à decisão de Harry Truman, presidente americano no final da Segunda Guerra Mundial, de lançar bombas atômicas sobre o Japão.
— Aquilo interrompeu muitas brigas, e isso interrompeu muitas brigas — disse Trump.
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Embora o Nobel da Paz seja de responsabilidade da Fundação Nobel, a maior parte do trabalho de escolha é desempenhada por um comitê de cinco pessoas, eleitas pelo Parlamento norueguês. Esse comitê envia cartas para cientistas, professores e acadêmicos de diversos países solicitando indicações para a premiação.
Milhares de pessoas em todo o mundo — legisladores e ministros de todos os países, vencedores anteriores, alguns professores universitários — podem propor um nome antes do prazo final de 31 de janeiro. Os cinco membros do Comitê do Nobel também podem indicar nomes na sua primeira reunião anual.
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No caso do Nobel da Paz, as nomeações são analisadas pelo comitê em uma reunião onde é criada uma pequena lista de candidatos para revisão posterior. A lista é então considerada por conselheiros permanentes do Instituto Nobel — formado pelo diretor do instituto e pelo diretor de pesquisa, além de um pequeno número de acadêmicos noruegueses com experiência nas áreas relacionadas ao prêmio.
Como o processo de indicação é extremamente aberto, algumas personalidades históricas pouco associadas à paz já foram indicadas à premiação, como Adolf Hitler, Benito Mussolini, Josef Stálin e Slobodan Milosevic — embora historiadores afirmem que seus nomes nunca foram seriamente considerados na etapa final.
Os consultores costumam levar alguns meses para concluir os relatórios, que só são então considerados pelo comitê para selecionar o vencedor, normalmente em meados de setembro — a decisão nem sempre é unânime. Após a decisão final, o vencedor é anunciado publicamente, em outubro. (Com NYT e AFP)