O nome de Juliana Marins, que morreu após cair numa encosta do Monte Rinjani, na Indonésia, foi eternizado na Praia do Sossego, em Camboinhas, em Niterói, onde o mirante e a trilha ganharam placa com a nome da jovem. Durante a homenagem, o prefeito Rodrigo Neves destacou que o gesto eterniza o amor dela pela cidade.
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—Esse é um dos lugares mais lindos e especiais de Niterói. O lugar que Juliana gostava de frequentar, curtia e amava. A gente acompanhou a luta pela vida e pelo resgate de Juliana. Buscamos expressar a nossa solidariedade humana e buscar providências — reforçou o prefeito, acrescentando que o gesto era também uma forma de fazer com que a família se sinta um pouco acolhida e confortada.
Familiares de Juliana participaram da cerimônia e agradeceram pela homenagem e o apoio para trazer o corpo da jovem volta ao Brasil. A irmã Mariana lembrou que a Praia do Sossego era um lugar especial para Juliana.
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—É muito importante para a gente, nesse momento, estar aqui nesta homenagem. Esse era um local que a Juliana amava muito. Ter a Juliana personificada aqui, uma praia onde as ondas são muito agitadas, onde o sol é lindo, mas ao mesmo tempo é muita calmaria, representa o que Juliana era. É muito emocionante saber que ela estará aqui pertinho da gente para sempre. Agradeço muito essa homenagem e, de uma forma estranha, eu estou feliz com esse momento. Apesar de tudo que a gente viveu nesses últimos dias, a gente conseguiu se despedir da Juliana — disse.
O pai de Juliana, Manoel Marins disse que será um visitante assíduo:
— Apesar da tragédia, essa homenagem aquece um pouco o nosso coração. Virei ao mirante com frequência — afirmou.
Durante a inauguração do mirante e da trilha, um trio de jovens do programa Aprendiz Musical apresentou músicas especiais para Juliana por sugestão dos familiares da jovem. Entre as composições, “Água de chuva no mar” e “Várias Queixas”.
A mãe de Juliana Marins agradeceu o apoio e o carinho que recebeu de muitas pessoas anônimas.
— Obrigada a todos que nos enviaram carinho, enviaram mensagens e nos abraçaram de um modo todo especial, porque isso tem nos confortado. Ouvi falarem que “essa família não chora”. A gente chora, mas a gente tem um conforto muito grande, porque temos um Deus que segura a nossa mão e que também foi o Deus que segurou a mão da Juliana — reforçou Estela Marins.
A morte de Juliana foi confirmada no dia 24 de junho A prefeitura de Niterói custeou o translado do corpo da Indonésia para o Brasil. O corpo foi enterrado na sexta-feira passada (04), no Cemitério Parque da Colina, em Niterói.