“Se a vida começasse agora”, como diz a música-tema do Rock in Rio, não faltariam motivos para o empresário Roberto Medina comemorar. Celebrando 40 anos do festival, consolidando o The Town em São Paulo e com planos para a construção do maior complexo de entretenimento da América Latina, ele recebeu, na noite desta terça-feira (8), no Rio de Janeiro, o prêmio Faz Diferença na categoria “Brasil”. Thiago Prado, editor de Política e Brasil, e Paulo Celso Pereira, editor executivo do GLOBO, entregaram a ele o prêmio.
— Depois do primeiro Rock in Rio, tive uma perseguição política, perdi tudo. O João, filho mais novo do Doutor Roberto (Marinho), me aconselhou nesse momento importante. Ele me disse: “Os caras que viveram aquele sonho vão ser os CEOs daqui a 20 anos”. Achei que era “conversa fiada”, mas hoje somos a maior a maior marca de música do mundo — disse o empresário, na cerimônia realizada no Teatro Copacabana Palace.
Roberto celebrou a trajetória de sucesso do Rock in Rio, que, em Lisboa, se tornou o maior festival da Europa.
— As pessoas dizem: “Você é muito corajoso”. Mas eu não sou corajoso. Quando você é apaixonado, não tem espaço pra não ter coragem. E o Rio de Janeiro é tão estimulante, o Brasil é tão estimulante. Vivi dez anos fora do Brasil. E escolhi estar aqui. Aqui é o meu lugar, aqui tem uma energia única que faz a gente ser otimista permanentemente — comentou.
Medina também destacou o que considera ser, desde o começo, o grande diferencial do Rock in Rio — e o motivo pelo qual ele se tornou o que se tornou:
— Eu não sei se vem das idas ao Maracanã com o meu pai, aquela torcida me empolgava mais do que o futebol. A coisa está ali. Quando veio o Rock in Rio, a minha visão do projeto era a plateia, não era o artista. A plateia é o artista. Aquele aplauso, aquela energia… […] Ali foi o primeiro projeto do mundo que iluminou a plateia. Como na primeira edição era tudo importado, eles brigaram comigo, mas eu iluminei a plateia, porque muito mais (importante) do que o Fred Mercury, o George Benson, são as pessoas. Nós somos seres gregários, então precisamos estar junto das pessoas.
No último ano, o empresário — que está à frente da Rock World e integra uma holding que inclui a Artplan Comunicação, uma das 20 maiores agências de publicidade do país — se lançou numa missão: unir o Brasil através da música. Tendo como ponto de partida a gravação da canção “Deixa o coração falar”, feita pelo produtor Zé Ricardo, curador do Palco Sunset, ele lançou um movimento. Inspirada em “We are the world” (1985), a composição reuniu mais de 50 artistas brasileiros (como Alcione, Jão, Ivan Lins, Daniela Mercury e Xamã) e muitos abriram mão de seus cachês em benefício dos projetos sociais.
Em 2024, além de comemorar os 40 anos do Rock in Rio com uma edição que levou milhões de pessoas ao Parque Olímpico, na Zona Oeste do Rio, Medina também anunciou um ambicioso plano que promete revolucionar o turismo: o Imagine. Trata-se do maior complexo de entretenimento da América Latina, que ocupará, com um parque temático, uma área para shows e outros atrações no espaço que hoje abriga o festival de música. O Imagine projeta ainda o crescimento da economia local, com a instalação de hotéis e restaurantes.
Mas as investidas do empresário não se limitaram ao Rio. Medina também consolidou o The Town, na capital paulista, como um festival de música de grande porte, reunindo marcas e atrações internacionais (a edição deste ano, em setembro, terá nomes como Travis Scott, Green Day, Mariah Carey, Lionel Richie e mais). Ainda levou eventos de música e o nome do Brasil para a Europa e os Estados Unidos.
O Faz Diferença é uma apresentação de O GLOBO e Firjan SESI, com apoio da Naturgy e da Petrobras.