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especialistas revelam os riscos de exagerar na rotina de beleza

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julho 10, 2025
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De autocuidado a armadilha estética, a febre do skincare alcançou um novo patamar — e agora preocupa profissionais da dermatologia. — Foto: Freepik

De autocuidado a armadilha estética, a febre do skincare alcançou um novo patamar, e agora preocupa profissionais da dermatologia. Impulsionados por influenciadores, youtubers e tendências internacionais vindas de países como Coreia do Sul e Estados Unidos, os cuidados com a pele deixaram de ser apenas uma recomendação médica para casos específicos e se transformaram em um fenômeno cultural cotidiano.

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“O que antes era uma recomendação médica restrita a determinados diagnósticos hoje se converteu em uma prática cotidiana para milhões de pessoas. Mas o entusiasmo pela chamada rotina skincare tem ultrapassado os limites do saudável. Ácidos aplicados no momento errado, excesso de produtos, uso de gadgets que podem lesionar a pele são alguns dos exemplos do uso indiscriminado e descoordenado de cosméticos e ativos dermatológicos sem acompanhamento profissional”, ressalta Sylvia Ypiranga, da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP).

Segundo Paola Costa, também membro da SBD-RESP, “recentemente, estudos têm mostrado um aumento significativo no número de pessoas com o diagnóstico de pele sensível. Uma das possíveis causas é justamente o uso precoce e exagerado de cosméticos, muitas vezes sem necessidade ou indicação adequada”.

A imprensa internacional já apelidou esse fenômeno de “skincare selvagem” — uma prática baseada na sobreposição excessiva de ácidos, combinações sem respaldo científico e no uso desenfreado de produtos, guiado por promessas milagrosas da internet.

“Ácidos como retinóico, glicólico, mandélico, salicílico, vitamina C em altas concentrações, niacinamida e peróxido de benzoíla são utilizados de forma simultânea, em peles que muitas vezes nem sequer apresentam indicação clínica para tais substâncias. O resultado é um aumento alarmante nos casos de dermatite de contato, sensibilização cutânea, efeito rebote de oleosidade, hiperpigmentações pós-inflamatórias e até queimaduras químicas”, afirma Sylvia.

Outro comportamento nocivo identificado pelos dermatologistas é o uso de fitas adesivas no rosto para “esticar” a pele durante o sono. “Elas são usadas no rosto durante a noite, com a intenção de ‘esticar’ a pele e prevenir rugas, mas isso não tem comprovação científica de eficácia e pode, inclusive, causar danos. A pressão contínua pode levar a irritações, marcas temporárias devido à tração inadequada da pele. A melhor forma de prevenir rugas é apostar em cuidados consistentes, como hidratação adequada, uso diário de filtro solar e, quando indicado, tratamentos dermatológicos personalizados”, destaca Paola.

De autocuidado a armadilha estética, a febre do skincare alcançou um novo patamar — e agora preocupa profissionais da dermatologia. — Foto: Freepik

De acordo com a SBD-RESP, a pele possui um pH naturalmente ácido — entre 4,5 e 5,5 — e é protegida por uma barreira lipídica essencial. Quando essa barreira é constantemente atacada por esfoliantes, sabonetes abrasivos ou peelings caseiros mal orientados, há desequilíbrio do microbioma cutâneo e da função imunológica local, agravando condições como rosácea, acne, eczema e psoríase.

“Mesmo que cremes reconstrutores e máscaras faciais não sejam irritantes por si só, o uso excessivo e principalmente sem necessidade pode causar desequilíbrios importantes na pele. Cada produto tem uma função específica e deve ser usado conforme a necessidade do momento. Por exemplo, cremes reconstrutores são formulados para restaurar a barreira cutânea, sendo indicados em situações como após procedimentos dermatológicos, uso de ácidos, ou em peles sensibilizadas por condições como dermatite ou ressecamento intenso. Quando usados diariamente em uma pele saudável, eles podem levar à sobrecarga de ativos e desequilíbrio da microbiota cutânea, o que paradoxalmente pode até aumentar a sensibilidade”, explica Paola.

Ela também alerta para o uso indiscriminado de máscaras faciais: “Geralmente são concentradas em ativos hidratantes, calmantes ou esfoliantes, dependendo do tipo de máscara. Elas são pensadas para uso pontual, uma vez por semana ou até menos, e não como parte de um ritual diário. O uso excessivo pode provocar aumento da oleosidade, dermatites, irritações, entre outros sintomas, principalmente se for combinado com outros produtos sem o devido intervalo de tempo”.

O maior problema, segundo as especialistas, é a ausência de individualização. “Nem toda pele tolera os mesmos ativos. O que é eficaz e seguro para uma pessoa pode ser desastroso para outra. Além disso, há uma falsa ideia de que os produtos ‘de farmácia’ ou os dermocosméticos são sempre inofensivos, o que não é verdade. Cosméticos com concentrações elevadas de ativos ácidos ou esfoliantes podem ter efeito similar ao de medicamentos, exigindo cautela e acompanhamento”, pontua Sylvia.

A crescente popularidade das fórmulas manipuladas também é vista com preocupação. “Muitos pacientes solicitam fórmulas pela internet, a partir de posts virais, sem que um dermatologista tenha avaliado a real necessidade, o tipo de pele ou as interações possíveis. O uso de clareadores potentes, por exemplo, sem fotoproteção adequada, pode provocar manchas mais graves do que aquelas que se queria tratar”, alerta a dermatologista.

Diante desse cenário, a SBD-RESP reforça a importância do acompanhamento médico especializado. “Só esse profissional está capacitado para avaliar a condição da pele em sua complexidade, incluindo fatores hormonais, imunológicos, emocionais e ambientais, e indicar uma rotina personalizada, com ativos eficazes, em concentrações seguras e com acompanhamento contínuo. A busca por uma pele saudável e bonita é legítima, mas não deve ser guiada por modismos digitais e nem por extremismos. A informação científica, aliada à orientação médica, ainda é o melhor filtro para proteger a saúde da pele e evitar consequências difíceis de reverter”, finaliza a diretora da SBD-RESP.

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