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Séries médicas acumulam sucessos e se renovam em temas e público

BRCOM by BRCOM
julho 10, 2025
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Claudia Abreu e Humberto Morais como os protagonistas de 'Sutura' — Foto: Divulgação/Prime Video

O plantão é longo para a equipe de emergência do Pittsburgh Trauma Medical Hospital, começando às 7h e se estendendo até as 21h. Cada uma dessas horas é retratada em um episódio de “The Pitt”, drama médico da Max —cuja segunda temporada começou a ser produzida em junho e deve estrear no início de 2026 — responsável por dar novo oxigênio a um gênero que parecia ter experimentado de tudo.

Do drama “Plantão médico” ao novelão “Grey’s Anatomy”, passando pelo detetivesco “House M.D” — e os brasileiros “Sob pressão” (Globoplay), “Sutura” (Prime Video) e um novo projeto do Globoplay sobre o Samu —, o universo da medicina na TV é inesgotável não importa onde. E a audiência para eles também.

— As séries médicas têm universalidade porque lidam com vida e morte, e poucos temas unem o ser humano como esses — diz Lucas Paraizo, roteirista de “Sob pressão”, da TV Globo, que teve cinco temporadas, entre 2017 e 2021, e um episódio especial de Covid. —Homem, mulher, rico, pobre, negro ou branco, todo mundo vai morrer. E a mitologia em torno da morte cabe muito bem no cenário de um hospital, que vira espaço para discutir histórias.

Outro ponto que fisga o público, independentemente de sexo, classe social ou raça, é a narrativa do herói presente na figura do doutor, diz a pesquisadora de ficção seriada da UFF Melina Meimaridis, que dedicou a dissertação de mestrado a ficções seriadas desse tipo.

—Por mais que o médico tenha dificuldades, independentemente de qualquer desvio de caráter, ele é um herói que vai salvar a pessoa por meio da expertise e dedicação — diz ela, autora do livro “Séries de conforto” (Appris).

Infectologista, a médica Helena Petta usou a experiência de anos de trabalho no SUS ao criar e escrever “Unidade básica”, série de ficção cuja quarta temporada está em desenvolvimento na Universal TV e as outras três, disponíveis no catálogo do Globoplay. Diferentemente do frenesi do hospital de “The Pitt”, com toda sorte de ensanguentados, essa produção nacional foca numa clínica de família com pacientes às voltas com diabetes, pressão alta e afins.

— Todo mundo já usou serviços de saúde, para bem ou para mal, teve experiências positivas e negativas com médicos. A gente brinca que “Unidade básica” poderia ter 500 temporadas.

“Grey’s Anatomy” não tem 500, mas se deixar… No ar desde 2005, está em sua 22ª temporada e tem mais de 460 episódios. A personagem que dá nome ao programa, Meredith Grey (interpretada por Ellen Pompeo), despediu-se em fevereiro de 2023. Mas isso não é problema: a geração Z, por exemplo, adotou “Grey’s” de forma apaixonada, principalmente depois da chegada ao streaming no início da década (atualmente, está disponível no Disney+ e no canal Sony na TV). Segundo dados da Parrot Analytics, empresa de análises de dados de entretenimento, 33% da audiência da série é composta por essa fatia da população (nascida entre 1997 e 2012), enquanto a média geral de Gen Z que assistem ao gênero é de 22%.

Claudia Abreu e Humberto Morais como os protagonistas de ‘Sutura’ — Foto: Divulgação/Prime Video

A estudante Manuella Maduro, de 15 anos, dá rosto para este número. Ela começou a ver a série em janeiro de 2020, com a mãe, e diz já ter visto 20 temporadas — por quatro vezes. Adora o gênero, mas sempre acaba voltando para o hospital de Meredith Grey.

— Gosto muito do desenvolvimento dos personagens e adoro os atores — diz a adolescente, apontando como um dos pontos altos as discussões sobre saúde mental que a série propõe. — Eles mostram um lado que nem todas mostram.

A representatividade de “Grey’s” e a capacidade de capturar o zeitgeist são mesmo os trunfos da série, diz Beto Skubs, produtor e roteirista brasileiro baseado em Hollywood. Ele trabalhou em três temporadas e conseguiu colocar personagens brasileiros, falando português, em alguns episódios.

—Com o passar dos anos, “Grey’s” nunca deixou de evoluir e entender seu público e para onde o mundo caminhou — diz Beto. — Hoje, ela tem um elenco muito mais diverso, em termos de etnias, mas também de ideias, de abordagem a certos tipos de história. Por exemplo, quando retratamos a questão da derrubada da legalização do aborto (nos EUA, em 2022).

Por aqui, a nossa cara é o SUS que dá. É retratando a universalidade e, por vezes, a precariedade do maior sistema gratuito de saúde do mundo que as séries médicas do Brasil ganham dimensão.

— Um dos pontos que mais diferenciam as séries médicas brasileiras das americanas é, sem dúvida, o nosso sistema de saúde, que funciona de maneira muito distinta — diz Diego Martins, diretor de “Sutura”, com Claudia Abreu e Humberto Moraes. — Isso impacta diretamente na construção da narrativa.

E “Sob pressão” é o mais bem acabado exemplo disso. A série é baseada no livro “Sob pressão: a rotina de guerra de um médico brasileiro”, do cirurgião Marcio Maranhão, retratando as dores do Rio em vez das de uma metrópole americana.

— No início, filmamos num hospital em Cascadura, que tinha uma parte desativada, com a câmera na mão, que dava uma característica documental — conta a codiretora Mini Kerti.

Os episódios da séries estão disponíveis no Globoplay, que, aliás, começou a gravar na semana passada uma série baseada nos atendimentos do Serviço Móvel de Urgência, o Samu, mais uma prova de que o gênero anda aquecido. Curiosamente, ele só esfriou, de acordo com dados coletados pela Parrot Analytics de 2016 até hoje, durante a pandemia. Neste período, a audiência de programas com temas médicos caiu. Mas, segundos os analistas, a partir de meados de 2023, o gênero já voltou ao níveis pré-Covid. Todo sentido, então, investir numa produção do gênero 100% nacional.

—Vamos mostrar os dramas de médicos socorristas, enfermeiros e motoristas de uma unidade especial de atendimento de emergência, a Unidade 53 — diz o diretor Andrucha Waddington, que criou a série sobre o Samu juntamente com Claudio Torres e Marcio Maranhão.

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