O contexto global da temporada de desfiles masculinos internacionais, iniciada em 22 de junho, em Milão, e encerrada no dia 29 do mesmo mês, em Paris, contrastou com as coleções de primavera-verão 2026. Horas depois do bombardeio dos Estados Unidos no Irã, via-se na passarela da italiana Prada estampas florais e listras que remetiam à década de 1960, shorts e cores alegres. No mesmo dia, a Dolce & Gabbana elevou os pijamas à categoria de objeto de desejo. Paris também pegou leve, sem perder as referências. Esse foi o caso da estreia mais comentada da estação, a de Jonathan Anderson na Dior, que misturou clássicos da grife, como a jaqueta Bar do New Look, com alfaiataria informal e detalhes de styling, como lenços no pescoço.
Num mundo em que as fronteiras de gêneros estão cada vez mais fluidas, o guarda-roupa masculino da nova temporada foi recebido com entusiasmo também por mulheres. “Amei e usaria tudo, bermudas, shorts, camisas, alfaiataria. As bolsas e as capas da Dior chamaram muito a minha atenção”, diz a stylist e consultora de moda Manu Carvalho. “Outro dia ouvi a Sasha (Meneguel) falando que a roupa que ela estava vestindo, de sua marca, Mondepars, também era usada pelo marido. Vivemos a quebra dessas divisas”.
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O estilista e stylist Patrick Doering destaca a cartela de cores, que fugiu de tons sisudos. “Há marrons, laranjas, roxos e lilases. Fiquei louco com o tricô rosa da Dior. O blazer desmontado com short e rasteira, uma unanimidade nos desfiles, funciona muito para as mulheres”, diz. Outra estreia, a de Julian Klausner na Dries Van Noten, entrou no radar. “Além de shorts estampados, trouxe saias sobre
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calças. São ótimas ideias para a mulherada”, conclui Doering.