Uma criança de 10 anos ficou ferida em meio a uma série de ataques a ônibus que têm acontecido na cidade de São Paulo. O caso ocorreu nesta terça-feira, 15, na Avenida João Jorge Saad, no Morumbi, Zona Sul. A criança, que estava com a mãe, foi atingida por estilhaços de vidro após uma bolinha de gude ser disparada contra a janela do transporte coletivo. Ela foi socorrida no Hospital Luz Butantã, segundo a Polícia Militar (PM).
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Sem uma resposta do poder público sobre as motivações para a onda de vandalismo, a SPTrans informou que 36 ônibus foram atacados somente nesta terça-feira. Os atos aconteceram de forma espalhada por várias regiões da cidade.
Em imagens do ataque desta terça-feira, é possível ver a confusão gerada pelo ato. O projétil atingiu o ônibus pouco antes de uma parada e passageiros se assustaram. Um deles chegou a ir até o motorista e falar “deram um tiro, foi uma bala”, antes de descobrir que o dano havia sido causado por uma bolinha de gude.
Imagens mostram momento que ônibus é atacado na Zona Sul da cidade de São Paulo
O vandalismo, que não se limita à capital paulista — com ocorrências registradas na Grande São Paulo e na Baixada Santista — também deixou outras pessoas feridas. No dia 27 de junho, por exemplo, uma mulher foi atingida por uma pedrada, ficando com múltiplas fraturas em ossos da face. O homem responsável pelo ataque foi identificado e preso pela polícia. Em São Vicente, no litoral de São Paulo, uma mulher foi atingida no rosto por um azulejo atirado em um ônibus no sábado, 12. A vítima não quis ir ao hospital.
Os ataques não são novidade, mas começaram a chamar atenção no início do mês passado. De acordo com a SPTrans, desde o dia 12 de junho, as empresas operadoras relataram que 466 veículos do sistema municipal foram depredados. O pico de ataques foi no início do mês, no dia 7 de julho, quando ocorreram 59 ataques em um único dia. O caso fez a polícia criar uma força-tarefa para conter o vandalismo.
O prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou, durante entrevista à GloboNews nesta segunda-feira, 14, a demora da polícia em descobrir os culpados.
— Está demorando, e eu reconheço. Quando tem que elogiar, eu elogio, mas também, quando tem que criticar, a gente tem que criticar.
A Polícia Civil informa que, até o momento, oito suspeitos de participação nos ataques já foram presos. A “Operação Impacto – Proteção a Coletivos” conta com 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas, e receberá o reforço de equipes do policiamento de trânsito e do sistema Olho de Águia. No entanto, ainda não teve sucesso em conter o crime ou em responder o que estaria motivando a ação.