Imagens da câmera corporal da Polícia Militar de São Paulo flagram o momento em que um sargento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) atira em um policial civil ao confundi-lo com um possível criminoso. A ação ocorreu no último dia 11 na favela do Fogaréu, no bairro Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo. Publicado inicialmente pelo Fantástico, o vídeo foi obtido também pelo GLOBO.
As imagens mostram quando o sargento da PM Marcus Augusto Costa Mendes encontra o investigador Rafael Moura da Silva, da Polícia Civil. Ao confundi-lo com um possível criminoso, ele dispara contra o agente.
Câmera corporal flagra tiros de PM em policial civil em SP
Sem saber da presença uma da outra, as equipes da PM e da Polícia Civil estavam no mesmo local em busca de suspeitos de um caso de latrocínio.
Silva foi atingido por três tiros, dois deles no tórax. Levado ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, ficou internado durante cinco dias e morreu na última quarta-feira (16). Outro policial civil, Marcos Santos de Sousa, também foi ferido de raspão na ação.
Depois dos disparos, a câmera corporal mostra os policiais da Rota chamando o resgate quando percebem o engano. Colegas de Silva que o acompanhavam na ação aparecem indignados, e cobram os PMs se as câmeras corporais estão filmando.
As imagens mostram ainda os policiais da Rota prestando os primeiros socorros a Silva.
A Justiça de São Paulo decretou o afastamento cautelar de Marcus Augusto e de outro policial da Rota, Robson Santos Barreto. Apesar de ele não ter atirado, ele estava junto de Augusto em outra ocorrência um mês antes, que terminou com a morte de um homem não identificado.
A defesa dos policiais da Rota foi procurada, mas não se manifestou. O espaço permanece em aberto.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma, em nota que, lamenta profundamente a morte do policial civil e reafirma seu compromisso com a rigorosa apuração dos fatos, sob a responsabilidade do 37º Distrito Policial (Campo Belo).
“O policial está afastado das atividades operacionais, conforme protocolos da Corporação. As imagens captadas pelas câmeras corporais dos policiais estão disponíveis para a Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário”.