Após denúncias de moradores sobre corte irregular de árvores no terreno localizado na Rua Santa Clara, 285, em Copacabana, a Subprefeitura da Zona Sul realizou nesta terça-feira (22) uma operação de fiscalização no local e embargou a obra. Durante a vistoria, as equipes constataram o corte de vegetação nativa sem qualquer autorização de órgãos competentes, configurando crime ambiental, e a previsão de derrubada de mais de oito árvores.
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A atividade dos operários foi interrompida, e a obra, embargada. Os fiscais encontraram documentos no local com os nomes das empresas envolvidas na intervenção irregular, que serão notificadas e responsabilizadas pelos danos ambientais causados.
O subprefeito da Zona Sul, Bernardo Rubião, enfatizou que irá procurar os responsáveis pelo terreno:
— Não vamos admitir destruição ambiental disfarçada de manutenção. O corte de árvores em Copacabana, ou em qualquer ponto da Zona Sul, será tratado com máxima severidade. As empresas envolvidas responderão na forma da lei e, a partir de agora, intensificaremos as fiscalizações em terrenos com indícios de irregularidades — afirmou Rubião.
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A Subprefeitura da Zona Sul ressalta que qualquer intervenção em áreas verdes deve ser previamente autorizada. A população pode e deve continuar colaborando, denunciando ações suspeitas por meio da Central 1746.
Na sexta-feira passada, moradores de prédios vizinhos ao terreno, na Rua Santa Clara, procuraram O GLOBO para reclamar da movimentação no terreno, que estava vazio há 35 anos, desde que a explosão de uma rocha causou rachaduras no edifício ao lado, de número 281. De acordo com eles, os trabalhadores presentes no local se instalaram ali repentinamente e não informavam o que seria feito nem apresentavam qualquer autorização para fazer supressão de vegetação ou obra no terreno. Na sexta, teve início o corte de árvores.
De acordo com a Associação de Moradores e Amigos do Bairro Peixoto (Oásis), o local estaria dentro de uma área de proteção ambiental, mas, procurada, a Secretaria municipal de Meio Ambiente negou a informação. Já a Secretaria municipal de Desenvolvimento e Licenciamento Urbano afirmou que o proprietário do terreno tinha licença apenas para instalar uma guarita provisória, feita de fibra de vidro, no local.
O GLOBO-Zona Sul procurou a empresa Chronos Administradora LTDA, que seria a proprietária do terreno, segundo moradores, e marcou uma reunião com a Oásis, mas não conseguiu contato.