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Universidade Columbia sanciona 80 alunos por protestos contra guerra em Gaza

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julho 22, 2025
in News
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Manifestantes pró-Palestina durante protesto no campus de Morningside Heights da Universidade Columbia — Foto: Bing Guan/The New York Times
  • Pressão federal: Universidade Columbia afirma que expulsou e suspendeu ‘dezenas’ de pessoas ligadas a ocupação de prédio
  • Ameaças: Governo Trump abre investigação contra mais de 50 universidades por programas de diversidade, em cerco ao ensino superior nos EUA

Segundo o grupo que promoveu os protestos, o Columbia University Apartheid Divest (Cuad), que defende que a universidade rompa seus vínculos com Israel, cerca de 80 alunos serão suspensos por um a três anos ou expulsos por participarem da invasão da biblioteca Butler do campus em maio.

Esta universidade americana de elite anunciou que sua junta judicial determinou na segunda-feira as sanções pelas ações na biblioteca e em outro evento na primavera de 2024.

  • Em 2024: Após prisões em Columbia, protestos contra a guerra em Gaza se espalham por universidades dos EUA

A instituição de ensino não revela o número de estudantes afetados nem as punições específicas, mas elas podem variar desde a expulsão ou suspensão de um a três anos até a revogação de títulos, de acordo com um comunicado.

Cerca de 80 estudantes foram detidos após invadirem a biblioteca, apesar das medidas adotadas por Columbia para evitar protestos no campus após os distúrbios do ano passado que se espalharam por várias universidades do país.

  • Veja detalhes: Esposa de manifestante palestino preso diz que prisão do marido foi feita sem mandado

“As interrupções das atividades acadêmicas constituem uma violação das políticas e normas da Universidade, e tais violações necessariamente acarretarão consequências”, explicou em seu comunicado.

Essas medidas ocorrem após o governo Trump anunciar em março um corte de US$ 400 milhões (R$ 2,25 bilhões) em subsídios e contratos federais para pesquisa na instituição, além da ameaça subsequente de retirar seu credenciamento como punição por sua passividade no combate ao que classifica como antissemitismo no campus.

Manifestantes pró-Palestina durante protesto no campus de Morningside Heights da Universidade Columbia — Foto: Bing Guan/The New York Times

Columbia aceitou implementar uma série de reformas na tentativa de recuperar os fundos federais. A universidade já havia tomado medidas disciplinares similares em março devido aos protestos pró-palestinos do ano passado.

Grande defensor de Israel, o presidente republicano acusa de antissemitismo várias universidades americanas de renome, como Columbia e Harvard, por permitirem em suas instalações movimentos estudantis contra a guerra na Faixa de Gaza.

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