Em 24 de julho, o Dia Internacional do Autocuidado convida a uma reflexão que vai além do espelho. Longe de ser um gesto supérfluo ou apenas estético, cuidar de si tem se consolidado como uma ferramenta concreta de promoção da saúde emocional, da confiança e da autonomia em todas as fases da vida. Com foco em práticas eficazes e acessíveis, o autocuidado hoje se traduz em decisões conscientes que impactam a mente, o corpo e até a produtividade.
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Esse novo olhar se reflete nos números. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a procura por procedimentos estéticos voltados à autoestima cresceu cerca de 390% nos últimos anos.
Globalmente, os dados seguem a mesma curva: segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery, o número de tratamentos estéticos aumentou 42,5% nos últimos quatro anos, com o Brasil ocupando a vice-liderança mundial no ranking, atrás apenas dos Estados Unidos.
A explicação para essa tendência vai além da aparência. Cada vez mais, os cuidados estéticos são compreendidos como aliados da saúde mental, afetando positivamente a autopercepção e o bem-estar.
Estudos apontam que procedimentos estéticos, mesmo minimamente invasivos, podem elevar a autoestima, reduzir inseguranças e devolver às pessoas a sensação de controle sobre seu processo de envelhecimento. Um dos exemplos mais emblemáticos vem dos Estados Unidos, onde especialistas relatam um aumento na busca por intervenções faciais com o objetivo de parecer mais descansado em videoconferências.
O tempo, hoje um recurso valioso, também influencia essa escolha. Em vez de cirurgias longas ou soluções com longo tempo de recuperação, cresceu a preferência por tratamentos rápidos, com efeitos visíveis e pouco ou nenhum afastamento das atividades diárias. Tecnologias como o laser Fotona, que melhora a textura e firmeza da pele, e o Morpheus8, que associa microagulhamento e radiofrequência para renovação celular, são alguns dos destaques nessa nova abordagem.
Na Clínica Leger, especializada em tratamentos estéticos de alta performance, cresce a procura por soluções como o preenchimento glúteo sem cirurgia, com resultados imediatos, os bioestimuladores de colágeno e o protocolo brasileiro GoldIncision, técnica minimamente invasiva de combate à celulite que conquistou reconhecimento internacional.
Esses recursos fazem parte de uma nova linguagem do autocuidado: aquela que entende a estética como estratégia integral de saúde e bem-estar. E não se trata de um movimento isolado. Mulheres de diferentes gerações, da geração Z às mais maduras, têm incorporado esses rituais ao cotidiano, não como vaidade, mas como ferramentas de recuperação da autoestima e da autonomia sobre a própria imagem.
Para a médica Danuza Alves, especialista em saúde da mulher com 15 anos de experiência na área de estética, o cuidado pessoal precisa ser pensado de forma personalizada e estratégica. “Mais do que procedimentos isolados, trata-se de entender o que faz sentido para cada paciente, dentro de sua rotina, seu ritmo de vida e suas metas pessoais”, explica.
Segundo ela, em um mundo em que a aparência também comunica, cuidar da imagem se torna uma forma legítima de expressão e fortalecimento pessoal.