A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã deste sábado (26), uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra dois policiais militares da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), envolvidos na morte do investigador da própria corporação, Rafael Moura da Silva. O crime ocorreu na favela do Fogaréu, na Zona Sul da capital, e foi registrado por uma câmera corporal do PM autor dos disparos.
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O principal alvo da investigação é o sargento Marcus Augusto Costa Mendes, apontado como o responsável pelos tiros que mataram Rafael. Ele foi indiciado por homicídio doloso — quando há intenção de matar —, com a qualificadora de impossibilidade de defesa da vítima. Também responde por tentativa de homicídio qualificado, já que outro policial civil, Marcos Santos de Souza, também foi atingido durante a ação.
Câmera corporal flagra tiros de PM em policial civil em SP
O segundo investigado é o policial militar Robson Santos Barreto, que também participou da ocorrência. Segundo o G1, os mandados foram cumpridos nas residências dos dois agentes e em seus armários no quartel da Rota. Com Marcus, a Polícia Civil apreendeu um telefone celular, um notebook e a arma da corporação. Com Robson, foram recolhidos um celular e um notebook.
A Justiça negou o pedido de prisão preventiva dos dois policiais feito pela Polícia Civil. No entanto, determinou o afastamento cautelar dos agentes por 90 dias. A Corregedoria da Polícia Militar também apura o caso paralelamente.
Imagens da câmera corporal da Polícia Militar de São Paulo flagram o momento em que o sargento da Rota atira em um policial civil ao confundi-lo com um possível criminoso. A ação ocorreu no último dia 11 na favela do Fogaréu, no bairro Campo Limpo. Publicado inicialmente pelo Fantástico, o vídeo foi obtido também pelo GLOBO.
As imagens mostram quando o sargento da PM Marcus Augusto Costa Mendes encontra o investigador Rafael Moura da Silva, da Polícia Civil. Ao confundi-lo com um possível criminoso, ele dispara contra o agente. Sem saber da presença uma da outra, as equipes da PM e da Polícia Civil estavam no mesmo local em busca de suspeitos de um caso de latrocínio.
Silva foi atingido por três tiros, dois deles no tórax. Levado ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, ficou internado durante cinco dias e morreu na última quarta-feira (16). Outro policial civil, Marcos Santos de Sousa, também foi ferido de raspão na ação.
Depois dos disparos, a câmera corporal mostra os policiais da Rota chamando o resgate quando percebem o engano. Colegas de Silva que o acompanhavam na ação aparecem indignados, e cobram os PMs se as câmeras corporais estão filmando. As imagens mostram ainda os policiais da Rota prestando os primeiros socorros a Silva.
A Justiça de São Paulo decretou o afastamento cautelar de Marcus Augusto e de outro policial da Rota, Robson Santos Barreto. Apesar de ele não ter atirado, ele estava junto de Augusto em outra ocorrência um mês antes, que terminou com a morte de um homem não identificado.
A defesa dos policiais da Rota foi procurada, mas não se manifestou. O espaço permanece em aberto.