Um elefante-marinho surpreendeu banhistas ao aparecer na orla de Piratininga, em Niterói, na manhã deste sábado, descansando sobre as pedras. A presença do animal, apesar de incomum, é esperada nessa época do ano, quando jovens vindos da Patagônia costumam se afastar das colônias em busca de descanso ou alimento.
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A Guarda Ambiental de Niterói e técnicos da empresa de monitoramento Econservation isolaram a área em um raio de cerca de 40 metros para garantir a segurança das pessoas e o bem-estar do animal. Veterinários do Instituto avaliam as condições do mamífero, que poderá seguir seu caminho assim que estiver pronto.
Segundo o veterinário Diogo Cristo, da Econservation, o animal é um jovem com 3 a 4 toneladas e encalhou na Praia de Piratininga à primeira vista, para descansar, se deslocando pelas correntes vindas da Patagônia, sendo monitorado desde Jaconé.
O elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) pode medir até 6 metros e pesar mais de 3 toneladas. Durante o inverno no Hemisfério Sul, é comum que jovens da espécie apareçam em praias do Sudeste, incluindo o litoral fluminense.
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A Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal reforça que, ao avistar um animal silvestre, a população deve acionar o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) pelo telefone 153 e nunca tentar alimentá-lo. Casos de resgate seguem protocolos específicos, com avaliação veterinária e, se necessário, encaminhamento a centros especializados como o Cras, Cetas ou Instituto Vital Brazil.
— Já acompanhávamos o trajeto dele desde Maricá. O isolamento é essencial para protegê-lo e permitir seu retorno ao habitat natural com segurança — explicou Jociley Neves, coordenador da Guarda Ambiental.