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relembre as histórias do Acervo O GLOBO

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julho 28, 2025
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Tubarão morto a pauladas na Joatinga em 2003 — Foto: Marco Antonio Cavalcanti

Avistamentos de tubarões no mar do Rio são algo incomum, e mais raros ainda são os ataques a seres humanos registrados em praias da cidade. Há quem diga que, na interação entre tubarões e moradores da Cidade Maravilhosa, o risco maior é dos temidos predadores dos mares, como mostram duas das três histórias reunidas nesta página.

No dia 10 de julho de 1999, por exemplo, O GLOBO estampou em sua capa uma foto do porteiro José Nilso Gonçalves, de então 32 anos, abraçado a um tubarão-azul que ele mesmo tinha capturado “à unha”, minutos antes, entre os postos 8 e 9 da Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio.

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Gonçalves contou que se atirou sobre o peixe depois de vê-lo se aproximando da praia, por volta de 12h30m. Ele disse que agarrou as nadadeiras da fera marinha e desferiu socos no animal. Na praia, algumas pessoas acharam que o tubarão, cuja espécie não é conhecida por atacar humanos, podia já estar morto, ou quase, ao ser capturado, mas o administrador José Augusto Dantas testemunhou toda a cena descrita pelo porteiro e ainda o ajudou a tirar o bicho da água.

“Jamais faria o que ele fez. O tubarão estava bem vivo, bem esperto. Foi uma sorte ele não ter se ferido”, disse.

Tubarão morto a pauladas na Joatinga em 2003 — Foto: Marco Antonio Cavalcanti

Anos depois, um outro tubarão teve fim trágico ao se aproximar de uma praia carioca. No outono de 2003, um clima de medo se instalou na cidade depois que um estudante foi mordido na mão direita por um tubarão no Posto 6 de Copacabana. Especialistas no assunto garantiam que não havia motivo para pânico, já que ataques daquele tipo na capital fluminense eram, e ainda são, extremamente raros. Mas o alerta popular estava ligado.

No dia 23 de abril daquele ano, surfistas na Praia da Joatinga viram um tubarão se aproximando da faixa de areia e começaram a gritar. Foi quando um grupo de marmanjos entrou no mar, aproveitando-se que o animal estava no raso, e começou a espancar o grande peixe com chutes, socos e golpes de pau de barraca.

O tubarão foi rebocado para a areia debaixo de pancada. Em um momento, enquanto se debatia, tentando se desvencilhar da turba, o animal deu uma pequena mordida na coxa de um dos algozes. O rapaz se afastou, mas os outros passaram a bater com ainda mais força. O tubarão de 2 metros, depois identificado como um exemplar da inofensiva espécie mangona, acabou linchado em terra firme. Mais tarde, seu corpo foi recolhido pelos bombeiros.

Na época, o biólogo Marcelo Szpilman repudiou o ocorrido. Enfatizou que a espécie não ataca humanos e que, se o animal chegou tão perto da praia, era porque já estava ferido, provavelmente. Szpilman criticou o clima de medo no Rio: “Fatos isolados foram reunidos para criar um clima de alarde, mas garanto que não está havendo uma invasão de tubarões no Rio”, disse o especialista ao GLOBO.

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‘Teria arrancado pedaço’

Aquela não foi a primeira vez em que um ataque de tubarão gerou medo no Rio. Em 1981, o estudante João Miranda, de 21 anos, estava nadando a 200 metros da Praia de Copacabana, na altura do Posto 6, quando sentiu uma mordida violenta na perna direita. “Vi aquele monstrão me mordendo e senti o pavor da morte. Era tubarão mesmo, deu pra ver a boca longe do focinho, perto da barriga”, disse ele à equipe do jornal no Hospital Miguel Couto, depois de levar seis pontos.

Miranda contou que usou a perna esquerda para chutar a cabeça do animal e foi resgatado por dois salva-vidas em uma lancha. Segundo os socorristas, o estudante tinha sido atacado por um cação de cerca de 2 metros de tamanho. “Ele se afastou com o barulho do motor do barco”, disse um dos salva-vidas.

Vários banhistas que estavam na areia viram João sendo atacado. Sua amiga Sônia Aparecida Rodrigues da Silva, de 22 anos, contou à equipe de reportagem que estava fora d’água, mas identificou a nadadeira do animal e as investidas contra o rapaz: “Comecei a gritar e vi uma lancha perto. Fiquei apavorada, mas não podia entrar na água para ajudá-lo, porque poderia morrer também”.

No Miguel Couto, os profissionais que atenderam a vítima chegaram a questionar se o rapaz tinha mesmo sido atacado por um tubarão, já que os ferimentos não eram nada graves. Mas, depois de analisar a perna do estudante, o então diretor do Salvamar, da Marinha, Victor Wellisch, disse que era mesmo um tubarão, provavelmente um mako. Ele explicou por que o bicho não fez um estrago maior. “O maxilar superior do tubarão atingiu a coxa, e o inferior, a perna. O joelho ficou no meio. Se ele tivesse mordido a coxa, pela lateral, teria arrancado um pedaço”.

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