O Desafio da Ponte será realizado neste domingo, a partir das 6h30, com 5 mil corredores, 60% do esperado. As inscrições foram abertas no dia 10 de junho e se encerraram nesta segunda-feira. A expectativa da organização era ter 8 mil corredores, mas o preço das inscrições (R$ 500 mais taxas) e a confirmação da prova apenas em maio impactou. A corrida não era realizada desde 2013.
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A prova de 21km, sendo 13,9km na ponte Rio-Niterói, era aguardada pela comunidade corredora desde o início do ano. Inicialmente falou-se que o evento seria em abril.
Nas redes sociais, os corredores reclamaram do valor da inscrição, além da exigência de índice (comprovação de que concluiu uma meia maratona entre 2024 e 2025 em 2h30).
Pedro Pereira, gerente de produto do Desafio da Ponte, acredita que a comunicação tardia ao corredor, o preço alto e o tempo de corte foram decisivos para não baterem a meta.
A confirmação da prova pelas organizadoras Dream Factory e Spiridon foi feita apenas no dia 19 de maio.
— Um conjunto de coisas, preço, índice e o tempo de comunicação diminuíram o universo de corredores em potencial. Certamente o preço é uma variável que impacta nesse corte — analisou Pedro, ao GLOBO. — Lançamos a prova muito tarde. Quem faz meia maratona e treina para provas de performance define seu calendário com alguma antecedência. Ano que vem, confirmando a data com mais antecedência, a gente vai lançar antes e falaremos com um universo maior de corredores.
Ele avaliou como “razoável” a aceitação dos corredores, “para um primeiro ano, levando em consideração o contexto”.
Pedro explicou ainda que o valor não tem relação com uma eventual “compensação a Ecovias Ponte”, a concessionária que administra a ponte Rio-Niterói, por possível arrecadação inferior ao de costume. O pedágio, cobrado no sentido Niterói, continuará operando.
— Foi falado sobre isso (prejuízo na arrecadação) mas essa não foi uma questão. O preço das inscrições não tem relação com isso, tem a ver com a complexidade da operação, que será muito robusta, e tem de ser feita de olho no cronômetro, com serviços realizados simultaneamente — explica Pedro. — Este é um evento limitado, com 5 mil inscritos. Isso também encarece. O orçamento é muito alto e precisamos de um time grande para colocar a corrida de pé. Estamos há dois anos trabalhando neste projeto.
Pedro comentou que somente após o evento é que poderá avaliar o número de inscrições e se haverá impacto no valor das mesmas.
— Uma prova para 5 mil pessoas é uma prova muito confortável. Será uma experiência inesquecível para o corredor.