O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), ironizou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por não ter se manifestado nos últimos. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o deputado questionou o silêncio dele diante da imposição das sanções Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF) e do novo anúncio sobre o tarifaço feito na quarta-feira.
— Gente, vocês sabem onde está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas? Será que ele foi sequestrado? Alguém sabe a posição dele sobre a absurda sanção contra o ministro Alexandre de Moraes? Ele falou alguma coisa? E sobre o tarifaço? — questionou.
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Depois da publicação de uma ordem executiva assinada por Donald Trump que confirmava o tarifaço, na quarta-feira, Tarcísio não se manifestou sobre nas redes sociais nem em entrevistas. Após o anúncio, o governo, por sua vez, anunciou um incremento no pacote de medidas emergenciais para ajudar os empresários de São Paulo que serão afetados com o tarifaço. Uma das medidas inclui a oferta de R$ 400 milhões em empréstimos subsidiados às empresas exportadoras paulistas, o dobro do anunciado na semana passada, que havia sido de R$ 200 milhões.
Em ocasiões passadas, quando o governador se manifestou sobre o tarifaço, ele foi criticado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que articulou nos EUA pelas sanções contra Moraes e se manifestou a favor da imposição das tarifas americanas contra produtos brasileiros.
A mais recente alfinetada aconteceu no final de semana, quando Tarcísio disse que SP perderia 120 mil empregos com as novas taxações e afirmou que a negociação deveria ser feita “por adultos”. Em resposta, o deputado escreveu no X, no dia seguinte, que era “hora de tirarem os adultos da sala”.
Os dois também entraram em atrito logo após os primeiros anúncios sobre o tarifaço, no início do mês passado, quando Tarcísio anunciou que tentaria negociar junto à embaixada dos Estados Unidos no Brasil e aos empresários do estado. Nas redes sociais, Eduardo acusou Tarcísio de agir com “subserviência servil às elites” ao aceitar o diálogo sem considerar a proposta de anistia, apontada pelo parlamentar como a única saída para dar fim à imposição de novas tarifas.