O Dia dos Pais vai ser especial para Luiz Fernando Guimarães. Ele e o marido, o empresário Adriano Medeiros, vão celebrar com os filhos, Dante, de 14 anos, e Olivia, de 12, e familiares. Com trabalhos para serem lançados no cinema e no teatro, o ator está em pleno vigor, e a paternidade é parte importante disso: “Ano que vem, faço 76 anos. Não é brincadeira! E vou nadar, escalar montanha, subir em árvores e jogar futebol com os filhos. É um encantamento para mim. Faço de verdade, porque gosto mesmo”. A seguir, ele fala sobre a realização com a paternidade e conta detalhes sobre seus próximos projetos profissionais.
O GLOBO – O Dia dos Pais é especial para você? Que tipo de reflexão você faz nessa data e como costumam comemorar em casa?
LUIZ FERNANDO GUIMARÃES – Ah, o Dia dos Pais passou a ter uma representatividade enorme na minha vida, porque jamais poderia imaginar que seria pai aos 75 anos. Cuidar deles, o carinho que tenho por eles e me transformar em criança muitas vezes… Eles têm um cuidado comigo e vice-versa. Então, para mim, foi uma descoberta… Eu não imaginava que me fosse dada essa possibilidade de viver tudo isso nesta idade, e isso é lindo! Eu posso até citar um exemplo de Dante e Olivia, quando eu e Adriano estávamos no sítio, e eles queriam nos fazer uma surpresa. Foi incrível porque cada um soube o que eu e o Adriano realmente gostamos. Nós choramos muito. Vou te falar uma coisa: vamos celebrar esse dia dos pais com muita alegria e rodeado de familiares.
E você vai passar a data com a agenda cheia de trabalhos. O quão importante acha que é, para os seus filhos, ter um pai tão atuante profissionalmente?
Estou nesse momento! E os meus filhos adoram. E, antes mesmo que eles me vissem no palco, já tinham me visto na internet. Sempre acham muito gozado, tanto o Dante como a Oliva dizem: “papai, você é muito engraçado”. Mas eles acompanham o meu trabalho desde que chegaram para nós, vendo as minhas peças, indo aos camarins… No Espetáculo “Ponto a ponto”, fiz uma mulher, e foi uma coisa inacreditável. A Olivia me maquiou e o Dante falava comigo me pedindo um “dinheirinho emprestado”. Aí eu falava com ele como se eu fosse uma personagem. Eles adoravam e isso os ajudava a entender bem minha profissão. Também fiz o “Detetive do Prédio Azul” porque assistiam a série. Eu pedi ao pessoal do Detetive pra fazer uma participação, para que eles pudessem me ver ali. E foi uma participação maravilhosa. Ver a sensação deles, em me assistir… lindo! E falavam: “Como é que é, papai, você ali na televisão, como é que é você aqui?”. Aí, com o tempo, agora, naturalmente, vão vendo minhas peças, musicais… E eles já se acostumaram com essa questão.
Você tem um monólogo para estrear. O que pode nos adiantar?
Na verdade, eu tenho duas peças para estrear. Um já escrita há muito tempo, mas que parei por conta da viagem que fizemos com os nossos filhos, e espero estrear ano que vem. Chama-se “Curto Circuito”, escrita por Gustavo Pinheiro. E tem tem uma outra agora, que é muito interessante e acho que vai ser muito legal, que fala de relações entre gerações, com uma atriz maravilhosa. Chegou agora, está novinha em folha, e devo estrear no Copacabana Palace. Os ensaios devem começar agora em setembro.
Em “Falas da Vida”, da TV Globo, vai abordar o etarismo, dividindo a apresentação com Susana Vieira. Você se surpreende com a maneira como tem vivido os 74 anos ou sempre soube que seria assim?
Me fizeram esse convite e achei sensacional. Vou falar do etarismo, com a participação da Susana, que é uma fofa! A conheci no “Minha nada mole vida” e foi sensacional. Falamos da coisa da memória, que são as preocupações quando vamos ficando um pouquinho mais velhos Tipo: “Será que vou conseguir isso? Será que eu vou conseguir aquilo?”. Sou um cara que adora treinar, sou dinâmico, gosto de viajar e continuo com as mesmas vontades que tinha antes. Às vezes, eu me surpreendo muito com isso! E não é 74 ou 75… Vou fazer 76! Não é brincadeira não! Agora, ano que vem, vou nadar, subir montanha com os filhos, subir em árvores, jogar futebol. E acho isso tudo um encantamento. Faço de verdade, porque gosto mesmo.