Eliane Oliveira, mãe da sargento da Marinha Juliana da Silva Oliveira Pessoas, de 37 anos, emocionou-se ao contar que a filha abriu os olhos, nesta terça-feira, pela primeira vez desde que foi baleada no último domingo (10), em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Grávida de seis meses, Juliana segue internada no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, onde permanece entubada.
- ‘Boa noite, Cinderela’: suspeita de dopar e roubar turistas ficou seis meses presa pelo mesmo crime e deixou a cadeia há um mês
- Justiça mantém prisão de mãe que abandonou o filho de 8 meses para ir a baile funk; criança foi encontrada morta
— Chamei minha filha e ela abriu os olhos. A médica disse que isso é um bom sinal. Graças a Deus, ela e meu neto estão bem. Eu tenho fé que ela vai sair dessa — disse Eliane.
A mãe relembrou que estava em casa quando recebeu a notícia do ataque. Segundo ela, é costume a filha avisar por mensagem sempre que chega de algum compromisso. No dia do crime, o silêncio do celular acendeu o alerta.
— Ela sempre me avisa. Naquele dia, não chegou nenhuma mensagem. Fiquei preocupada, com o coração apertado. No fundo, sabia que algo tinha acontecido — contou.
Eliane afirma que não vai descansar enquanto os criminosos não forem identificados e presos.
— Não vou me calar. Não é normal uma pessoa sair de um almoço num domingo à tarde e ser baleada. Não podemos normalizar essa violência. Quem fez isso com a minha filha precisa pagar. Ela levou um tiro sem nem saber o motivo. Eles não anunciaram assalto, apenas atiraram — afirmou.
A família de Juliana pede doações de sangue para ela. Quem estiver apto pode ir ao Posto de Coleta Avançado do Hemorio em Duque de Caxias, localizado no Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo (Rodovia Washington Luiz, n. 3.200 – DC). A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 14h. Mais informações pelo WhatsApp: (21) 99399-9191