“Quando o rugido é mais alto que um foguete”, essa frase poderia parecer exagero, mas é pura realidade no reino animal. Entre os sons que nos atingem com força estão os estrondos do Saturno V, tiros e shows de rock, que chegam a 120 decibéis, o limite de dor para o ouvido humano. Porém, em vários cantos do mundo, e até mesmo, no fundo dos oceanos, algumas espécies emitem ruídos que superam esses valores, revelando verdadeiros recordistas de volume na natureza.
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Segundo dados do HowStuffWorks, o som é percebido pelo ser humano em duas dimensões principais: frequência (o tom) e intensidade (o volume). Enquanto o ouvido humano capta entre 20 Hz e 20 kHz, o limiar do desconforto está em 120 decibéis e a ruptura do tímpano ocorre a partir de 160 decibéis, conforme o Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação dos EUA (NIDCD).
Segundo o HowStuffWork, os cliques do cachalote atingem 230 decibéis na água, mas ao serem convertidos para o ar caem para cerca de 170 decibéis, ainda mais altos que um motor a jato.
Porém, essas frequências são geralmente inaudíveis para o humano, o que nos protege de danos auditivos.
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Acredite se quiser: este pequeno camarão cria bolhas de alta pressão com sua garra que explodem com um som tão potente que pode atordoar ou matar suas presas, superando o limiar de dor humana de 120 decibéis.
E esse nome não é por acaso! Segundo a Revista Exame, esse camarão leva Pink Floyd no nome por conta da cor de sua garra, que lembra as cores vibrantes do movimento psicodélico que a banda de rock fez parte nos anos 70 e 80.
3. Camarão-pistola-tigre
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Outro barulhento é o camarão-pistola-tigre, segundo a National Geographic, sua garra também dispara um jato de água formando uma bolha que ao estourar gera uma onda de choque de mais de 200 decibéis, suficiente para eliminar rivais a dois metros. O estalo é tão intenso que produz até um clarão quente como o Sol, capaz de eliminar outros camarões a até 2 metros de distância.
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Com vocalizações entre 188 e 191 decibéis, os sons da baleia-azul atravessam até 1.600 km debaixo d’água, possibilitando comunicação a longas distâncias.
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A baleia-comum, a segunda maior, emite vocalizações de até 189 decibéis, frequências tão baixas que são inaudíveis para os humanos, mas, assim como a baleia-azul, permitem a comunicação por meio de vastas distâncias oceânicas.
6. Baleia-da-Groenlândia
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Pode parecer estranho, mas segundo o HowStuffWork, a Baleia da Groenlândia produz canções complexas e repetitivas que atingem picos de 189 decibéis, adaptadas ao ambiente gelado do Ártico.
Além disso, a baleia-da-groenlândia é o mamífero com maior longevidade na Terra. Pode atingir a impressionante idade de mais de 200 anos. O indivíduo mais velho estimado tinha 211 anos e era do Alasca
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Saindo das águas, o Morcego-buldogue-grande, emite sinais ultrassônicos de até 140 decibéis para caçar peixes, frequências muito altas para o ouvido humano captar.
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Seu uivo pode alcançar 140 decibéis, equivalente a um motor de avião, graças a cordas vocais proporcionalmente enormes para seu tamanho, segundo estudo citado pelo HowStuffWorks.
9. Morcego-buldogue-menor
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Esse pequeno morcego pode te surpreender! Ele possui chamados que chegam a 137 decibéis, fora do alcance auditivo humano. Vale destacar que este animalzinho leva esse nome por ter uma aparência com os cachorros.
10. Cacatua-de-crista-salmão
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Por fim, com vocalizações de até 135 decibéis, a Cacatua-de-crista-salmão consegue comunicação a longa distância nas florestas da região da Indonésia.
Por que não ouvimos (ou não nos machucamos) com esses sons?
A maior parte dos ruídos intensos ocorre debaixo d’água, onde o som se propaga com maior eficiência, mas em frequências que não atingem nossa faixa auditiva. Além disso, o som perde intensidade ao transitar para o ar, evitando danos aos nossos ouvidos.
Para termos uma ideia, o foguete Saturno V, que levou o homem à Lua, de acordo com HowStuffWorks, produzia ruídos de até 204 decibéis, e ainda assim é só um dos extremos que esses animais naturais alcançam, em ambientes adaptados para suportar tais extremos.