Uma espécie de retorno às origens. Escreveu bem a jornalista gaúcha Tati Feldens quando Roberta Sudbrack disse “sim” ao Hotel Wood, em Gramado (RS), aceitando ter seu primeiro e único restaurante fora do Rio, depois de 30 anos de carreira. Sudbrack iniciou essa nova história em abril e vem colhendo frutos sobretudo com a visita de ilustres visitantes como Rodrigo Santoro, o grande homenageado do Festival de Cinema de Gramado. O ator comeu e voltou na noite seguinte para repetir o carpaccio de mignon com crosta de ervas (R$ 130) que ela manda inteiro para a mesa, depois da polenta orgânica salteada mole (R$ 109).
Ocre, na paleta de cores, é quente, terroso e cheio de identidade. O nome que leva a assinatura de Roberta no restaurante, além de toda sua paleta de predicados gastronômicos: uma cozinha sem rótulos, repleta de afeto, liberdade e insumos locais. É do pequeno produtor de seu estado Natal que a chef bebe na fonte de produtos de altíssima qualidade e põe a mesa com pratos como é entrecôte au poivre (R$ 179) no carvão e prime rib de porco à milanesa (R$ 219).
O frango caipira ensopado com polenta – na lista dos seus pratos favoritos – é quase parecido com o preparado no carvão da casa (R$ 129), acompanhado de batatas e verduras orgânicas assadas.
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Roberta Sudbrack gosta de escrever e cozinhar (“momentos preciosos para mim”). Já serviu chefes de estado e artistas mundo afora. E uma das suas maiores paixões é a charcutaria, o que ela vem encontrando bons motivos para celebrar em seu estado. Tanto que ela aproveitou a viagem para inaugurar um bar de charcutaria artesanal por ali, servindo queijos e embutidos frescos e fatiados na hora, à manivela. destaque para a copa e o presunto cru do munícipio de Carlos Barbosa (RS), o wagyu de Pirineus (SP) e a louza de Mury (RJ). Os queijos vêm num carrinho, um show à parte com brie de Gramado (RS), Yamandu e Cabra Canudinho de Canela (RS.)
Quem toca a cozinha junto com a Roberta é Rebeca do Amaral, craque na cozinha artesanal que a chef impõe.
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“A cozinha da Roberta é um artesanato. É no detalhe. Nos falamos sempre e temos uma ótima troca, em está sempre por perto mesmo de longe. O que é incrível para mantermos a cozinha dela viva aqui, passando ensinamentos.”
O café da manhã é, como todo o restante aberto a não hóspedes (R$ 190), o que dá direito a qualquer item do cardápio que inclui uma sessão especial de ovos (vietnamita com folha de arroz, turco mollet, gratinado vindo direto do forno a lenha entre outros), uma seleção de cafés especiais gaúchos (preparados na mesa), pães feitos na casa que chegam quentinhos numa cesta e doces.
A hospedagem – que inclui um ritual do sono com ações para induzir uma noite de descanso completo – começa em R$ 600 (de acordo com a tarifa).
Carla Pernambuco, outra gaúcha de volta ao Rio Grande do Sul, assumiu o restaurante do irmão Casa da Montanha, outro hotel do Grupo Casas em Gramado. Depois de décadas radicada em São Paulo, é ela quem assina o novo Giostra (carrossel em italiano), que no passado (ufa!) foi uma casa de carnes de caça. Mais hotelzão família, com brinquedoteca e spa com sauna e piscina aquecida. Diárias ali a partir de R$ 1.000.