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O caso ocorreu no último sábado. A Polícia Militar afirma ter recebido uma denúncia de maus-tratos. O homem identificado como autor do crime utilizou o animal numa cavalgada de 14 quilômetros. O cavalo não aguentou o percurso e caiu, “por exaustão”. O tutor confessou ter mutilado o cavalo. Segundo a CNN, ele argumentou que cortou as patas para “facilitar o lançamento do cadáver do animal ribanceira abaixo, já que era uma área de difícil acesso”.
Ao g1, Queiroz disse que estava “embriagado e transtornado” quando cometeu o que ele próprio chamou de “ato cruel”. Disse que não é um monstro e que só cortou as patas do animal já morto.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha que estava na cavalgada contou que, em certo momento, o cavalo de Queiroz “ficou cansado, parou de andar e deitou no chão”.
A testemunha afirmou que a respiração do animal “ficou fraca”, até cessar por completo, o que teria feito o tutor acreditar que o cavalo havia morrido.
— Se você tem coração, melhor não olhar — disse o tutor, segundo a testemunha, antes de pegar um facão e golpear a pata do cavalo.
O caso foi registrado como abuso contra animal com resultado de morte e pode levar o responsável a responder criminalmente, com penas de detenção e multa previstas na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).
O artigo 32 da legislação tipifica como crime praticar atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais, com pena que varia de três meses a um ano de detenção, além de multa. Quando a conduta resulta na morte do animal, como no caso de Bananal, a punição é agravada, podendo ser aumentada.
Além da esfera criminal, podem ser aplicadas medidas administrativas, como novas multas, apreensão de animais sob custódia do infrator, suspensão de atividades e restrição de direitos.
A lei também prevê circunstâncias que ampliam a penalidade, como o uso de métodos especialmente cruéis. Para definir a sanção, são levados em conta a gravidade da infração, os antecedentes do acusado e sua condição econômica.
A investigação segue em andamento. O tutor do cavalo e uma testemunha já prestaram depoimento e foram liberados e, até o momento de publicação desta matéria, ainda não houve prisões.
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A Prefeitura de Bananal disse, em nota, que colabora com a polícia para a investigação do caso. As imagens do cavalo mutilado circularam pelas redes sociais e revoltaram artistas, como Ana Castela, Luísa Mell e Paolla Oliveira.
A cantora sertaneja publicou fotos do rosto do homem que seria o tutor e pediu que os seguidores a ajudassem a deixar “o covarde famoso”. Ela chamou o homem de “verme” por ter atacado o animal que “não aguentou a cavalgada”.
A ativista Luísa Mell, da mesma forma, cobrou punição para os envolvidos e disse que entraria em contato com políticos de Bananal.
“Monstros! Como pode gente? Pelo amor de Deus! Exigimos punição! Estes covardes tem que pagar! Cortaram as patas de um cavalo, simplesmente porque ele não aguentava mais andar!”, disse ela, na postagem, que recebeu comentário de apoio de Paolla Oliveira.