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A feirante assassinada depois de repelir assédio de homem no ônibus

BRCOM by BRCOM
agosto 21, 2025
in News
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Ana Lúcia Pereira, assassinada por assediador aos 30 anos — Foto: Reprodução

Por mais perturbador que seja o assassinato de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, espancada até a morte por um traficante depois de se recusar a deixar um baile funk com ele, não é a primeira vez que um crime com essa “motivação” acontece. Pesquisando no Acervo O GLOBO, é possível encontrar casos semelhantes de mulheres vítimas de violência depois de recusar investidas de homens.

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No dia 13 de abril de 1988, por exemplo, a feirante Ana Lúcia Pereira, de 30 anos, estava no ônibus a caminho do trabalho quando foi assassinada após repelir um bandido assediador. Na época, não existia debate sobre crimes de gênero no Brasil. A Lei do Feminicídio foi sancionada em 2015, mas, hoje, não há dúvida de que a morte da feirante se enquadraria nessa tipificação penal.

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Ana Lúcia, recém-divorciada, era mãe de uma menina. Naquela quarta-feira, a mulher e as duas amigas com quem ela morava e trabalhava haviam subido num ônibus da linha 907 (Pavuna-Bonsucesso) em Acari, na Zona Norte do Rio, por volta das 5h30 da manhã, com destino uma feira no bairro de Olaria, onde elas tinham uma barraca de roupas.

Ana Lúcia Pereira, assassinada por assediador aos 30 anos — Foto: Reprodução

Como o coletivo estava cheio, as três se sentaram nos bancos do espaço que os ônibus da época tinham para que passageiros aguardassem antes de passar a roleta. Uma hora depois, já no bairro da Penha, elas se levantaram para pagar a passagem e andar até a saída, que ficava na parte da frente. Foi quando um desconhecido chegou perto de Ana Lúcia e se ofereceu para pagar a viagem dela.

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A feirante recusou e passou a roleta, pagando com seu próprio dinheiro, mas o cidadão colou o corpo no dela e ficou falando ao seu ouvido. Diante da insistência, segundo testemunhas, a mulher disse, em tom ríspido: “Qual é sua, hein?”. Então, indignado com aquela rejeição “pública”, no corredor do ônibus lotado, o sujeito respondeu em tom agressivo: “Mulher também leva tiro na cara”.

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Quando Ana Lúcia rebateu a ameaça afirmando que não tinha medo de morrer, o indivíduo sacou uma pistola calibe 6.35 diante de todos os outros passageiros, segurou a vítima pelo ombro e disparou um tiro na cabeça dela. Logo em seguida, mandou o motorista parar e fugiu correndo, sem ninguém atrás dele. O corpo da feirante ficou no meio do corredor do ônibus até a polícia chegar.

Amigas e parentes de Ana Lúcia choram em frente a delegacia — Foto: Manoel Soares
Amigas e parentes de Ana Lúcia choram em frente a delegacia — Foto: Manoel Soares


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