A polícia federal dos Estados Unidos (FBI) fez uma busca na casa do ex-conselheiro de Segurança Nacional do presidente americano Donald Trump, John Bolton, nesta sexta-feira. O diplomata, antes aliado, tornou-se um grande crítico do presidente após o fim de seu primeiro mandato.
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Os agentes passaram toda a madrugada desta sexta-feira averiguando a casa do ex-funcionário da Casa Branca, localizada em um subúrbio de Washington, segundo observações de um jornalista da AFP.
“Ninguém está acima da lei! Os agentes do FBI estão em uma missão”, escreveu no X (antigo Twitter) o diretor do FBI, Kash Patel, um aliado próximo de Trump, sem especificar a que caso se referia.
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Em janeiro, após seu retorno à Casa Branca, o mandatário republicano assinou um decreto acusando Bolton de revelar “informações sensíveis durante seu período” no governo americano, entre os anos de 2018 e 2019.
Ele também retirou de seu ex-conselheiro a proteção do Serviço Secreto, a agência responsável por proteger importantes figuras políticas nos Estados Unidos, e o chamou de “idiota”. Além disso, cortou seu acesso a informações de segurança e inteligência.
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Bolton havia afirmado ser alvo de um complô para assassiná-lo, planejado pelo Irã entre 2021 e 2022, e declarou em janeiro que “a ameaça persiste”.
Segundo ele, Teerã buscava vingar a morte do general Qasem Soleimani, assassinado em 3 de janeiro de 2020 em um ataque com drones no Iraque, ordenado por Trump durante seu primeiro mandato (2017-2021).
Bolton, um republicano de 76 anos, reconhecível por seu espesso bigode, ganhou reconhecimento internacional como embaixador na ONU sob a presidência de George W. Bush, durante a guerra do Iraque.
Ao deixar a Casa Branca, passou a se opor às políticas de Trump. Recentemente, criticou a cúpula entre o presidente americano e seu homólogo russo, Vladimir Putin, no Alasca.