A trajetória de Candido Portinari será contada por meio do contexto histórico e artístico do século XX num documentário dramatizado, previsto para começar a rodar no ano que vem. O filme (“Portinari, meu pai”), que teve aval do Ministério da Cultura para captar R$ 6,1 milhões, traz a perspectiva do filho e matemático João Candido, alheio à fama de Portinari em sua adolescência, até o desejo de levar adiante seu legado.
Idealizadora do longa, Liloye Boubli recorre a documentos inéditos, como correspondências do pintor trocadas com Jorge Amado, Graciliano Ramos e outros artistas. Em uma das cartas, direto da França, Portinari revela qual caminho decide tomar em sua arte.
As gravações vão percorrer Rio de Janeiro, Paris, Nova York e a região de Ribeirão Preto/Brodowski, onde nasceu o pintor. A expectativa é que o doc seja lançado em 2027.
A propósito, as frases escolhidas para abrir o filme foram extraídas de uma carta póstuma de João Candido a seu pai. Eis o trecho:
“Tentei fugir de você, criar o meu próprio destino. Dez anos de estrangeiro, outros dez de Brasil, procurando um caminho livre de tua monumental presença”.
Doc vai contar trajetória de Portinari sob olhar do filho e com cartas inéditas