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Francis Ford Coppola e Sofia, pai e filha, estreiam documentários do Festival de Veneza

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setembro 2, 2025
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‘Megadoc’. Filme apresentado no Festival de Cinema de Veneza mostra equipe e filmagens de Coppola (na foto com a mulher, Eleanor) em 'Megalópolis' — Foto: Divulgação

“Tudo o que o homem conquista de valor na vida vem da diversão, não do trabalho”, diz Francis Ford Coppola num dos momentos mais confessionais do documentário “Megadoc”, que fez sua estreia na seção Venice Classics da 82ª edição do Festival de Veneza. O filme dirigido por Mike Figgis acompanha os bastidores das filmagens de “Megalópolis” (2024), a produção mais monumental e caótica do veterano realizador americano, autor de clássicos como “O poderoso chefão” (1972). Um projeto acalentado por quatro décadas (que ganhou algumas versões ao longo do tempo) e finalmente realizado ao custo de US$ 120 milhões, que Coppola tirou do próprio bolso, vendendo parte de sua vinícola na Califórnia. Sua filha Sofia, que seguiu a carreira do pai, pode ser uma ausência sentida no documentário de Figgis (em que aparecem sua mãe, Eleanor, e seu irmão, Roman), mas está em Veneza para mostrar, nesta terça (2), seu novo trabalho, “Marc by Sofia”, que marca sua estreia como documentarista.

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  • Diretor queria se divertir
  • Sofia e Marc Jacobs: amizade de 30 anos
  • ‘Feminilidade’ da diretora
      • Francis Ford Coppola e Sofia, pai e filha, estreiam documentários do Festival de Veneza

Diretor queria se divertir

Voltando à obra de seu pai, o filme de Figgis combina material de arquivo, entrevistas com o elenco e um olhar atento sobre os esforços diários de Coppola para construir o mundo de “Megalópolis”, alegoria política inspirada na história do Império Romano que enfrentou atrasos e substituições nas equipes técnica e artística. O realizador também teve de lidar com o comportamento genioso de Shia LaBeouf, que interpreta Clodio Pulcher, o sobrinho corrupto de Cesar Catilina (Adam Driver), o arquiteto visionário que quer construir uma cidade justa e equilibrada. “Sabe por que estou fazendo esse filme, o que estou ganhando com isso?”, pergunta um irritado Coppola a LaBeouf no set. “Não ganho dinheiro, nem fama, pois já tenho fama; não ganho Oscars, eu já tenho Oscars. Eu quero me divertir!”

‘Megadoc’. Filme apresentado no Festival de Cinema de Veneza mostra equipe e filmagens de Coppola (na foto com a mulher, Eleanor) em ‘Megalópolis’ — Foto: Divulgação

Assim como “O apocalipse de um cineasta” (1991), o documentário dirigido por Eleanor Coppola (1936-2024), mulher de Coppola, que coloca o espectador no meio da longa e tortuosa realização do já lendário “Apocalipse now” (1979), rodado nas Filipinas, “Megadoc” põe o público no olho da tempestade da realização de “Megalópolis”. A ideia do documentário começou anos atrás, quando Coppola anunciou que retomaria o projeto de seus sonhos. Figgis, que o conhecia desde as filmagens de “Despedida em Las Vegas”, coprotagonizado por Nicolas Cage, sobrinho de Coppola, escreveu para parabenizá-lo, e se “ofereceu descaradamente para registrar a megaprodução”.

— Quase como um pensamento tardio, eu meio que de brincadeira acrescentei: “Se precisar de uma mosca na parede, é só avisar” — diz o cineasta britânico, que tem outros documentários no currículo, como “Somebody up there likes me” (2019), sobre a carreira do guitarrista Ronnie Wood, dos Rolling Stones. — Meses depois, algumas semanas antes de começar a filmar, ele me ligou do nada e perguntou: “Quando você pode vir? Pode vir agora?” É uma coisa do estilo dele. Mas que privilégio foi poder assistir a esse embate de titãs quando o maestro Francis Ford Coppola enfrenta o Universo.

“Megadoc” é incrivelmente revelador sobre os detalhes da preparação de “Megalópolis”. Abre espaço para discutir o orçamento disponível para cada departamento do filme, rodado num estúdio de Atlanta, e mostra as divergências criativas entre Coppola e os chefes de efeitos visuais e de produção que levaram às suas substituições já no meio das filmagens e ensaios do diretor com elenco. Também oferece trechos dos arquivos das leituras do roteiro com atores das tentativas anteriores de produção de “Megalópolis”, como Robert De Niro e Uma Thurman, em 2001, e Ryan Gosling, em 2003.

— Mike Figgis filmou a realização de “Megalópolis” como ele a viu — afirmou Coppola, de 86 anos, em Veneza, onde entregou o Leão de Ouro honorário ao cineasta alemão Werner Herzog, pelo conjunto de sua carreira. — Curiosamente, há muitas interpretações do que realmente aconteceu nos bastidores das filmagens, e tudo está no documentário, embora este nem sempre diga o que aconteceu. Cabe ao espectador observar e interpretar.

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Como se vê em “Megadoc”, cinema é um negócio de família entre os Coppola. Eleanor, que morreu antes do lançamento de “Megalópolis” no Festival de Cannes do ano passado, está sempre por perto, dando força moral ao marido, assim como o filho mais velho do casal, Roman, produtor e diretor que funcionou como um dos produtores do longa-metragem protagonizado por Adam Driver. O filme, inclusive, registra a festa de 60 anos de casamento de Eleanor e Coppola no set de filmagem.

Sofia e Marc Jacobs: amizade de 30 anos

A première do filme de Sofia logo mais também não faz parte da competição pelo Leão de Ouro. O longa é descrito como uma biografia intimista do estilista americano Marc Jacobs, o ex-enfant terrible da moda americana.

Sofia Coppola e Marc Jacobs: diretora faz seu primeiro documentário para retratar o estilista, seu amigo há 30 anos — Foto: Divulgação
Sofia Coppola e Marc Jacobs: diretora faz seu primeiro documentário para retratar o estilista, seu amigo há 30 anos — Foto: Divulgação

O projeto é inspirado na longa parceria criativa entre os dois, resultado de uma amizade que teve início nos anos 1990: ela ainda tinha 20 anos e fazia estágio na maison Chanel, que tinha Karl Lagerfeld como diretor artístico na época, quando implorou à mãe para entrar escondida num desfile de Jacobs, e depois foi procurá-lo nos bastidores. Desde então, a realizadora apareceu em inúmeras campanhas para a marca do estilista e dirigiu anúncios de seus perfumes.

— Minha ideia era fazer um retrato do meu amigo de 30 anos, e mostrar seu processo criativo, conectando sua inspiração e referências às gerações futuras — disse Sofia, de 55 anos, autora de filmes como “As virgens suicidas” (1999), sua estreia em longas, e o recente “Priscilla” (2023), cinebiografia de Priscilla Presley, que foi casada com Elvis.

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Alberto Barbera, diretor artístico do Festival de Veneza, elogia a visão de Sofia sobre Jacobs por ela ser capaz de filtrar uma carreira complexa por meio de uma estética clara e coerente, e destaca que o documentário também inclui “material valioso sobre a famosa performance urbana encenada pelo estilista e por Kim Gordon (cantora da banda Sonic Youth), um desfile de moda improvisado realizado na rua em frente ao endereço em que acontecia a Semana de Moda de Nova York; um gesto disruptivo que diz muito sobre a atitude antiestablishment do estilista”. Barbera se refere ao desfile “de guerilha” montado por Sofia e pelo diretor Spike Jonze para a marca X-Girl nas calçadas do Soho, em 1994, depois do encerramento do desfile de Jacobs.

‘Feminilidade’ da diretora

Para Sofia, que interpretou a filha de Michael Corleone em “O poderoso chefão 3” (1990) antes de concentrar sua atenção na moda e na direção de filmes, Jacobs foi uma figura inspiradora na carreira. “Eu já havia conhecido muitos grandes estilistas, mas ele era diferente, usava Stan Smiths surrados, ouvia as mesmas músicas que eu, amava os mesmos artistas e tinha o mesmo senso de humor em relação à ideia de ser feminina”, contou Sofia no livro “Marc Jacobs illustrated” (2019). O designer de moda, por sua vez, descreve a diretora como uma “jovem e doce, inocente e bela, a feminilidade por excelência”.

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