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Por que Bolsonaro está sendo julgado no STF? Entenda

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setembro 2, 2025
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Veja detalhes do julgamento de Bolsonaro e seus aliados — Foto: Editoria de Arte

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus começa nesta terça-feira (2). O processo terá cinco dias já reservados em oito sessões. Bolsonaro é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após vitória de Lula nas eleições de 2022.

  • EM TEMPO REAL: Acompanhe AO VIVO o julgamento de Bolsonaro no STF
  • Veja cronograma: Que horas começa o julgamento do Bolsonaro no STF?

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  • Por que Bolsonaro está sendo julgado?
  • Onde assistir ao julgamento de Bolsonaro no STF?
  • Como vai funcionar o julgamento de Bolsonaro no STF?
  • Datas e horários do julgamento de Bolsonaro no STF
  • Apresentações dos votos
      • Por que Bolsonaro está sendo julgado no STF? Entenda

Por que Bolsonaro está sendo julgado?

De acordo com a acusação, os réus cometeram os crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do estado democrático de direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. A acusação contra Ramagem pelos dois últimos crimes foi suspensa por decisão da Câmara até o fim do mandato, por terem acontecido após a diplomação do parlamentar.

São réus no chamado “núcleo crucial” da ação, além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), outras sete pessoas: o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens; os ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres, Braga Netto e Augusto Heleno; o deputado federal Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.

Onde assistir ao julgamento de Bolsonaro no STF?

A transmissão poderá ser acompanhada pelo canal de Youtube da TV Justiça, que pode ser acessado no link abaixo.

Como vai funcionar o julgamento de Bolsonaro no STF?

Na sequência, é a vez das manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das defesas, que se manifestam em ordem alfabética — a exceção fica com os advogados do tenente-coronel Mauro Cid, que se manifestam primeiro em função do acordo de delação premiada.

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Integrantes do colegiado ouvidos pelo GLOBO esperam que as falas da Procuradoria-Geral da República (PGR) e dos advogados dos oito réus devem somar quase dez horas — ocupando as sessões iniciais do processo, marcadas para os dias 2 e 3 de setembro.

Há cinco dias já reservados para o julgamento, em oito sessões.

Datas e horários do julgamento de Bolsonaro no STF

  • 2 de setembro: 9h
  • 2 de setembro: 14h
  • 3 de setembro: 9h
  • 9 de setembro: 9h
  • 9 de setembro: 14h
  • 10 de setembro: 9h
  • 12 de setembro: 9h
  • 12 de setembro: 14h

Uma vez marcado e iniciado, o julgamento tem um rito próprio. Primeiro, o relator faz a leitura do relatório, que passa a ser elaborado com a conclusão da etapa de alegações finais.

Nesta etapa, prevista para a primeira semana, Moraes vai resumir tudo o que ocorreu na instrução processual, como os pontos da acusação da PGR e as argumentações das defesas.

Veja detalhes do julgamento de Bolsonaro e seus aliados — Foto: Editoria de Arte

Em julho, ao apresentar as alegações finais sobre o “núcleo crucial” da trama golpista, que inclui Bolsonaro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de todos os acusados por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que suspensão do processo em relação aos crimes supostamente cometidos após a diplomação.

No julgamento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai apresentar os principais pontos da acusação.

A PGR acusou Bolsonaro de ser o principal articulador e o maior beneficiário dos atos realizados contra o Estado Democrático de Direito. Segundo o parecer, o ex-mandatário “agiu de forma sistemática, ao longo de seu mandato e após sua derrota nas urnas, para incitar a insurreição e a desestabilização” da democracia.

Na sequência, a acusação, feita pela Procuradoria, e as defesas dos réus terão prazo de uma hora para apresentar seus argumentos.

Ao presentar suas alegações finais, de modo geral, todos os réus negam os crimes e pedem a absolvição de todas as acusações. A defesa do tenente-coronel Mauro Cid solicitou que ele seja inocentado e pediu que, em caso de condenação, a pena não passe de dois anos. Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro insistiram na falta de provas que pudessem colocar o ex-presidente no centro da trama golpista.

Apresentações dos votos

Após essa fase, o relator apresenta o seu voto e, posteriormente, o debate ocorre entre os demais ministros do colegiado.

Pela composição da Turma, os votos seguem a seguinte sequência: Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que vota por último por ser o presidente do colegiado.

Para que haja absolvição ou condenação é preciso que haja maioria de votos, o que, no caso da Turma, significa três posicionamentos no mesmo sentido. Nos dois casos é possível a apresentação de recursos, dentro do próprio STF.

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