“Invocação do Mal: O Último Ritual” estreia nos cinemas, nesta quinta-feira (4), trazendo como inspiração o polêmico caso real da família Smurl, que nos anos 1970 e 1980 afirmou ter sido atormentada por espíritos e até por um demônio descrito como “muito poderoso”.
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A história começou em 1976, quando Jack e Janet Smurl se mudaram para um duplex em West Pittston, na Pensilvânia, com suas duas filhas pequenas. Pouco tempo depois, eventos estranhos teriam se tornado rotina: barulhos inexplicáveis, cheiros fortes de podridão e aparições que assustavam a família. O ápice da violência teria ocorrido em 1985, quando um lustre caiu sobre Shannon, uma das filhas, e o cachorro foi supostamente arremessado contra a parede.
Em 1986, os demonologistas Ed e Lorraine Warren se envolveram no caso e concluíram que a casa estaria tomada por quatro entidades: o espírito de uma idosa, de uma jovem agressiva, de um homem que havia morrido na residência e de um demônio. A situação ganhou repercussão nacional e chegou até programas de TV, mas nem mesmo o famoso casal de investigadores conseguiu encerrar as manifestações.
Relatos apontam que os fenômenos não se limitavam à casa. A família dizia ser perseguida mesmo em outros lugares, incluindo um acampamento. Segundo o pastor local Joseph Adonizio, apenas intensas orações teriam conseguido afastar a energia negativa. Ele afirmou ao Times Leader que os rituais ajudaram a “expulsar os maus odores e os demônios violentos”.
Hoje, Carin Smurl, filha do casal, atua como investigadora paranormal. Em entrevistas, ela afirma ter seguido esse caminho para dar voz a pessoas que enfrentam experiências sobrenaturais. Seu pai, Jack, morreu em 2017, mas, segundo Carin, conseguiu deixar o passado para trás. A casa, colocada à venda em 1987, continua sendo um ponto de curiosidade para quem acompanha a franquia de terror e as histórias reais por trás dela.