Em meio a Union Jacks (a bandeira do Reino Unido), slogans anti-imigrantes e pedidos de renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer, mais de 100 mil pessoas se manifestaram em Londres neste sábado, em uma marcha organizada pelo ativista de extrema direita Tommy Robinson. A marcha, um protesto em apoio à “liberdade de expressão”, segundo Robinson, encerra um verão (Hemisfério Norte) marcado por protestos anti-imigrantes em frente a hotéis britânicos que abrigam requerentes de asilo, amplamente compartilhados nas redes sociais pelo ativista de extrema direita.
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Paralelamente, foi convocada uma contramanifestação por iniciativa de uma organização antirracista.
Imagens aéreas transmitidas pela televisão mostraram um oceano de bandeiras britânicas e inglesas tremulando no centro de Londres, em uma marcha que atraiu cerca de 110.000 pessoas, de acordo com a polícia da capital, que mobilizou mais de 1.000 agentes.
Segundo os organizadores, várias figuras de extrema direita britânicas e estrangeiras, incluindo Steve Bannon, ex-assessor do presidente dos EUA, Donald Trump, compareceram ao protesto.
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— Não sou racista, apenas observei a evolução demográfica — disse Ritchie, um homem de 28 anos de Bristol com três amigos, à AFP, descrevendo a chegada de migrantes sem documentos ao Reino Unido como uma “invasão”.
Por sua vez, Mary Williams exibiu uma foto do influenciador conservador americano Charlie Kirk, defensor do movimento jovem trumpista, assassinado na quarta-feira nos Estados Unidos. O incidente “chocou” tanto a jovem de trinta e poucos anos que ela decidiu protestar neste sábado. Tommy Robinson havia falado bastante sobre Kirk em suas redes sociais.
Por outro lado, a contramarcha convocada pelo Stand Up To Racism UK, que foi menor, começou no mesmo horário.
Diane Abbott, uma das participantes da manifestação, disse à Sky News que é “muito importante se opor ao fascismo”.
— Devemos mostrar solidariedade aos requerentes de asilo e mostrar que estamos unidos — acrescentou.
Tommy Robinson, cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon, tem 42 anos e é o fundador da antiga Liga de Defesa Inglesa, que nasceu do movimento hooligan.
Conhecido por suas posições anti-imigração e anti-islã, ele foi condenado diversas vezes, principalmente por perturbar a ordem pública. Em 2018, foi preso por desacato ao tribunal e, em 2024, por fazer repetidamente declarações difamatórias sobre um refugiado.