A ida de Jair Bolsonaro ao hospital para passar por procedimentos médicos na pele, na manhã deste domingo, contou com um forte esquema de segurança. As medidas incluíram escolta policial, varredura na porta do hospital e até revista em mochilas de apoiadores do ex-presidente.
Bolsonaro deixou o condomínio onde mora, no bairro Jardim Botânico, às 7h30. Pelo menos oito viaturas policiais descaracterizadas acompanharam o carro do ex-presidente até o hospital DF Star, na Asa Sul, enquanto um helicóptero também seguia o comboio ao longo de todo o trajeto.
Seu comboio fez um trajeto mais longo para chegar ao hospital, que não passou no setor de embaixadas.
Polícia revista apoiadores de Bolsonaro em hospital
Quando Bolsonaro chegou ao hospital, às 8h, as principais ruas de acesso ao local estavam parcialmente fechadas, com a polícia realizando vistorias em veículos suspeitos. O cerco de segurança ocupava todo o quarteirão da unidade de saúde. Apoiadores do ex-presidente também tiveram mochilas e bolsas vistoriadas ao se aproximarem da entrada do estabelecimento de saúde.
Pelo menos 50 policiais participaram do esquema de segurança nas redondezas do hospital. Essa é a primeira vez que o ex-mandatário deixa a sua residência após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira.
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O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, acompanha o pai e criticou o forte esquema de segurança. “Homens fardados e armados vigiam como se um senhor de 70 anos pudesse fugir por uma janela, assim como fazem em sua prisão domiciliar”, escreveu ele na rede social X.
Como está em prisão domiciliar por suspeita de tentar obstruir a Justiça, antes mesmo da condenação, Bolsonaro precisou de autorização do ministro Alexandre de Moraes para ir ao hospital.
Conforme relatório médico, o ex-presidente removerá duas lesões na pele, uma benigna (pinta) no tronco e outra ainda desconhecida que será levada à biópsia.
O procedimento está marcado para 10h e será feito em “regime ambulatorial”, ou seja, não há necessidade de internação. A previsão é que ele seja liberado no mesmo dia. A defesa, então, precisará entregar um atestado médico ao STF num prazo de até 48 horas.
Os procedimentos são considerados simples se comparados às intervenções médicas realizadas pelo ex-presidente nos últimos meses. Em abril, ele foi submetido a uma cirurgia de grande porte de reconstrução da parede abdominal, que durou 12 horas. Depois, ficou dias 21 internado.
No mês passado, quando já estava em prisão domiciliar, Bolsonaro esteve no hospital para fazer uma série de exames. Após quase cinco horas, um boletim médico informou que havia persistência de esofagite e gastrite, além de “imagem residual” de infecções pulmonares recentes