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A medalha de prata ficou com o grego Emmanouil Karalis (6,00 m) e o bronze com o australiano Kurtis Marschall (5,95 m).
Agora tricampeão olímpico e mundial, Duplantis vem quebrando o recorde mundial sucessivamente desde 2020, por apenas um centímetro. O que o permite aproveitar várias vezes as premiações relativas ao feito.
Em agosto, o sueco havia encontrado um “glitch” — termo utilizado para falhas de sistema que permitem explorar uma certa vantagem nos video games — na modalidade. Na ocasião, o atleta quebrou o recorde mundial da modalidade pela terceira vez em um ano, ao vencer o Grand Prix da Hungria saltando a 6,29m, e reacendeu as discussões sobre a quantidade de dinheiro que tem feito na modalidade. São mais de R$ 7 milhões em premiações pela quebra da marca desde 2020. Nas grandes competições de atletismo, há gratificação em dinheiro por quebra de recordes mundiais.
Nascido da Suécia, o atleta é filho de pai americano, também atleta do salto com vara, e mãe sueca, saltadora em distância, optando por competir pelo país de origem de sua mãe. Em 2015, quatro meses antes de completar 16 anos, ele conquistou o título mundial sub-18. Dois anos depois, já havia quebrado o recorde mundial sub-20 com folga, alcançando a marca de 5,90m.
O feito atraiu a atenção de Sergey Bubka, lenda da modalidade. No entanto, o ídolo do jovem é o francês Renaud Lavillenie, ouro nos Jogos de Londres e tricampeão mundial Indoor, e quem conheceu pessoalmente em 2013.
“Adorei a maneira como ele saltou. Sempre quis pular como ele”, disse Duplantis em 2017, segundo sua biografia no site oficial do Jogos. Naquela ocasião, ele chegou a treinar por alguns dias com o campeão olímpico francês.
Em 2018, viria o primeiro título do Campeonato Europeu, quando Duplantis bateria a marca de 6,05 metros, colocando o jovem já como o quinto melhor saltador de todos os tempos. Pouco tempo depois, ele abandonou o curso universitário que fazia nos Estados Unidos para se dedicar exclusivamente aos treinos. Dali em diante, Duplantis já superou a marca dos 6 metros cerca de 60 vezes ao longo da carreira.
“O objetivo agora, falando sobre as Olimpíadas [de Tóquio], seria ganhar o ouro, eu acho. Por que não?”, disse Duplantis, pouco antes dos Jogos Olímpicos do Japão, ocorridos em 2021 por conta da pandemia de Covid-19. Ele cravou a marca de 6,02, superou o norte-americano Christopher Nilsen (que fez 5,97 metros e ficou com a prata) e o brasileiro Thiago Braz (que marcou 5,87 metros e levou o bronze) e ficou com o seu primeiro ouro olímpico.
Veja os recordes mundiais de Duplantis até aqui:
- 2020 – 6m17
- 2020 – 6m18
- 2022 – 6m19
- 2022 – 6m20
- 2022 – 6m21
- 2023 – 6m22
- 2023 – 6m23
- 2024 – 6m24
- 2024 – 6m25
- 2024 – 6m26
- 2025 – 6m27
- 2025 – 6m28
- 2025 – 6m29
- 2025 – 6m30