As recentes aparições de Lily Collins, visivelmente mais magra durante a Semana de Moda de Nova Iorque, acenderam um alerta. Fãs lembraram o histórico de anorexia da atriz e questionaram: “isso não é saudável”. O episódio reforçou uma tensão que voltou a dominar tanto a moda quanto as redes sociais: de um lado, a estética conhecida como #HeroinChic, marcada pela magreza extrema e pelo retorno de padrões dos anos 1990; do outro, a valorização da beleza natural, que celebra autenticidade, equilíbrio e diversidade.
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Relatórios atuais indicam que menos de 1% dos looks apresentados nas principais fashion weeks de 2025 contaram com modelos plus size. Nas redes sociais, a hashtag #HeroinChic voltou a viralizar, enquanto dietas restritivas e medicamentos para emagrecimento rápido ganham popularidade entre celebridades e influenciadores. O contraste é evidente: a era da diversidade corporal perde espaço para padrões cada vez mais restritivos.
Para a dermatologista Denise Ozores, especialista em beleza natural, os riscos são claros. — O retorno desse padrão coloca em risco avanços importantes da valorização do corpo saudável. Precisamos discutir saúde e autenticidade, não corpos irreais. A estética deve ser uma ferramenta de bem-estar, não uma imposição que prejudica — alerta.
Segundo Denise, a tendência da beleza natural surgiu como reação aos exageros da última década.
— Durante anos vimos rostos e corpos padronizados. A proposta do natural trouxe de volta a ideia de que menos é mais e que a individualidade deve ser valorizada. O retorno da magreza extrema ameaça deslocar novamente o foco para um ideal nocivo — explica a especialista.
Entre a imagem frágil de Lily Collins e a defesa de especialistas como Denise, 2025 expõe um dilema urgente: qual padrão vai prevalecer? Para a médica, a solução é clara:
— Cuidar da aparência é legítimo, mas precisa estar acompanhado de equilíbrio e autenticidade. A verdadeira beleza preserva a essência de cada pessoa — conclui.
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