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Roubos e furtos de celular têm alta de casos no Rio em agosto, enquanto indicadores estratégicos caem

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setembro 17, 2025
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Na cidade do Rio, aumento no furto de bicicletas chegou a 106% no primeiro bimestre — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP-RJ) divulgou nesta quarta-feira os indicadores de agosto deste ano. No estado, os números de registros de roubos e os furtos de celular, por exemplo, cresceram em relação ao mesmo mês do ano passado: 19,9% e 40%, respectivamente. Por outro lado, os indicadores estratégicos — roubos de carga, de rua e de veículos, além da letalidade violenta, crimes que as polícias têm metas para redução — tiveram queda percentual.

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Em entrevista ao GLOBO, publicada nesta semana, o secretário estadual de Polícia Civil, Felipe Curi, ressaltou que, ao assumir a pasta, os índices de roubos de veículos e de cargas estavam elevados. Ele destacou que a reedição da Operação Torniquete e a criação da Operação Contenção conseguiram “frear o crime organizado”. O delegado admitiu, entretanto, que é difícil combater a rede que rouba e furta celulares, pois, segundo ele, esse é um crime “muito pulverizado”.

— Estamos focados nos receptadores, mas a legislação dificulta, já que esse crime não envolve violência e os presos não permanecem detidos. Vamos adaptando as estratégias. Já há bons resultados, mas ainda falta chegar realmente no azul — disse Curi.

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  • Roubos e furtos de celulares crescem
  • Quedas em indicadores estratégicos
  • No acumulado, bicicletas na mira dos criminosos
      • Roubos e furtos de celular têm alta de casos no Rio em agosto, enquanto indicadores estratégicos caem

Roubos e furtos de celulares crescem

Os dados do ISP mostram que justamente os crimes envolvendo os celulares apresentaram alta em agosto (e se mantêm no “vermelho”). Foram 3.915 furtos de celular no território fluminense, número 40% maior do que os 2.797 registros do crime no estado em agosto de 2024. No acumulado deste ano, o aumento no indicador é de 25,7%, com 30.607 casos de janeiro a agosto (nos oito primeiros meses do ano anterior, foram 24.344 ocorrências do tipo).

Já os roubos de aparelhos celulares saltaram de 1.808 casos, em agosto do ano passado, para 2.168 no mesmo mês deste ano (alta de 19,9%). O aumento é ainda maior, de 27,7%, se comparado o acumulado de janeiro a agosto deste ano (17.680 ocorrências) em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 13.844 crimes do tipo.

Em agosto deste ano, o indicador com maior aumento percentual em relação ao mesmo mês de 2024 foi nas apreensões de droga sem autor: de 255 para 500 casos (alta de 96,1%). O ranking é seguido por roubo a estabelecimento comercial (67%, que teve 167 casos no último mês de agosto); furto de celular (40%); roubo de aparelho celular (19,9%); e homicídio culposo, com aumento de 179 para 208 casos se comparados os meses de agosto de 2024 e 2025, respectivamente (16,2%).

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Quedas em indicadores estratégicos

Por outro lado, os quatro indicadores estratégicos apresentaram queda em agosto deste ano, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foram 1.810 roubos de veículo, número 36,1% menor que os 2.833 casos do crime registrados em agosto de 2024. Os roubos de rua — equivalente aos roubos a transeunte, em coletivo e de celular, somados — apresentaram redução de 12,9%, com as 4.461 ocorrências (em agosto de 2024, foram 5.123), enquanto os roubos de carga tiveram queda de 43,7%: foram 184 registros no último mês de agosto, enquanto, em agosto de 2024, foram 327.

— Os crimes contra o patrimônio impactam diretamente na sensação de segurança da população; então a redução de todos esses tipos de roubo é algo bastante relevante do ponto de vista da segurança pública — diz o governador Cláudio Castro.

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Já a letalidade violenta, que compila homicídios dolosos, mortes por intervenção de agentes do estado, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, teve 297 casos em agosto deste ano, 2,6% a menos que os 305 em agosto de 2024.

— A redução expressiva e contínua em diversos indicadores reflete a alta produtividade das polícias, que atuam com precisão, estratégia e comprometimento, em um esforço coordenado — observa Marcela Ortiz, diretora-presidente do ISP-RJ.

No acumulado de janeiro a agosto, roubo de veículo e letalidade violenta mantiveram a queda percentual, de 15,5% — foram 15.343 registros neste ano, enquanto foram 18.149 no mesmo período de 2024 — e 0,9%, com 2.507 casos nos oito primeiros meses de 2025 (foram 2.529 no período do ano passado), respectivamente.

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No acumulado, bicicletas na mira dos criminosos

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, chama a atenção que os furtos e os roubos de bicicletas aparecem no ranking dos indicadores com maior aumento percentual, em relação ao mesmo período de 2024.

Em primeiro lugar, está a apreensão de drogas sem autor (81,6%) — salto de 1.748 casos de janeiro a agosto de 2024, para 3.175 casos no mesmo período —, seguida do furto de bicicleta, que teve alta de 28%. Foram 3.191 registros do crime entre janeiro e agosto deste ano, número maior que os 2.492 no mesmo período do ano passado.

Bicicletas são alvos de criminosos — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O roubo de aparelho celular (27,7%) e o furto de celular (25,7%) vêm na sequência, assim como o roubo de bicicleta (24,4%): foram 265 casos entre janeiro e agosto deste ano, enquanto houve 213 registros do mesmo tipo no período de 2024.

No início do ano, O GLOBO mostrou um aumento no furto de bicicletas no estado. Na ocasião, o presidente da Associação de Ciclistas do Estado do Rio, Cláudio Santos, afirmou que quem pedala tem preferido estacionar as bicicletas em locais com mais segurança.

— Sentimos que os furtos aumentaram. O pessoal aqui em Niterói amarrava as bikes com cadeados de cabo de aço. Como os ladrões passaram a cortar os cabos, agora têm sido usadas travas de aço maciço. Também há preferência por estacionar em bicicletários fechados, onde há portarias e mais segurança — disse Cláudio na ocasião.

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