A Polícia Civil de São Paulo interrogou na tarde desta quarta-feira (17) uma mulher suspeita de participação no assassinato do ex-delegado geral do estado, Ruy Ferraz Fontes, na Praia Grande, na segunda-feira (15). Além dela, testemunhas e familiares de dois suspeitos do crime, já identificados pelos investigadores, também foram ouvidos ao longo do dia no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro da capital paulista.
A investigação cumpriu oito mandados de busca e apreensão na capital e região metropolitana nesta quarta. Segundo a Polícia Civil, “os trabalhos em campo para localização e prisão da dupla continuam, e os objetos apreendidos , na Capital e na Grande São Paulo, estão em análise pericial”. A suspeita que depôs nesta tarde não teve o nome ou a suposta participação no crime reveladas até o momento.
Nesta manhã, a mãe e o irmão de um dos suspeitos também foram ouvidos pelos investigadores no DHPP. Os depoimentos, porém, foram protocolares e os familiares disseram não ter informações sobre os foragidos, segundo o delegado Rogério Tomaz, responsável pelo caso.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, dois suspeitos envolvidos no crime já foram identificados — embora, de acordo com as imagens, mais pessoas tenham participado da execução do ex-delegado.
Câmeras mostram criminosos esperando carro do ex-delegado passar em via de SP
Morto a tiros nesta segunda (14), Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022. Comandou divisões como Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc) e Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além de dirigir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).