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como foram os bastidores do Amazônia Live

BRCOM by BRCOM
setembro 18, 2025
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Palco do Amazônia Live, no rio Guamá, em Belém (PA) — Foto: Diego Padilha/Divulgação

Faz calor, e muito, em Belém. Mas Mariah Carey não tirou a jaqueta do corpo em suas raras aparições públicas pela capital paraense. Foi assim que ela desembarcou de um avião fretado, em solo amazônico, na última segunda-feira (15). Do mesmíssimo jeito, com pernas e braços totalmente cobertos por jeans, a cantora surgiu na porta do hotel para autografar, com uma caneta própria, os braços de fãs eufóricos. “Acho que ela está com medo de descongelar”, brincou uma das pessoas, referindo-se ao famoso clipe natalino em que a artista aparece dentro de uma pedra de gelo. “Ela que está certa, se protegendo dos mosquitos”, ironizou outro admirador.

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Atração principal do Amazônia Live — evento que levou um palco flutuante, em formato de vitória-régia, para um dos braços do rio Guamá, na última quarta-feira (17) —, a diva pop acabou não se misturando, nem um pouquinho, com Dona Onete, Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara, cantoras paraenses de diferentes gerações que abriram a festa. “E não foi por falta de insistência”, como lamentou, ao GLOBO, uma das integrantes da equipe de Joelma, “fãzaça” que desejava apresentá-la a comidas típicas, como o tacacá e o açaí. Não foi desta vez.

Palco do Amazônia Live, no rio Guamá, em Belém (PA) — Foto: Diego Padilha/Divulgação

Idealizado como programa de TV — com transmissão ao vivo pelo Multishow e pelo Globoplay —, o espetáculo produzido pela Rock World, empresa responsável pelos festivais Rock in Rio e The Town, reuniu cerca de 300 convidados, entre atores, influenciadores digitais, empresários e jornalistas, numa balsa a céu aberto posicionada em frente à estrutura de 13,2 toneladas em forma de flor. Entre copos reutilizáveis abastecidos com chopes, sucos e água (nada de refrigerante) e comidinhas locais preparadas pelo badalado chef Saulo Jennings, do restaurante Casa do Saulo, a plateia ecoava um só assunto: o calor.

“Acho que, no convite, tinham que ter falado qual era o traje mais adequado”, reclamou, aos risos, o ator Samuel de Assis, com uma camiseta de manga comprida. Num dos assentos próximos, o jornalista e apresentador Zeca Camargo o repreendeu: “Mas você está na Amazônia, quer o quê, cara?” Nomes como os atores Marcelo Serrado e Amaury Lorenzo, a influenciadora digital Blogueirinha e a ginasta Daniele Hypolito, todos de estados sudestinos, não pouparam os músculos ao abanar os leques distribuídos pela organização do evento (num kit que também fornecia repelentes).

— Este clima é o que influencia a nossa cultura. Somos quentes, receptivos — exaltou Joelma, ao GLOBO, instantes antes de subir ao palco.

Ela mesma admite, porém, que, por vezes, “não se aguenta” de tanto suar. No dia anterior, numa pausa entre os ensaios, jogou-se no rio, com roupa e tudo, para aplacar a quentura da pele (“Isso faz parte da minha infância, das minha origens”, explicou).

A plateia não pôde fazer o mesmo, embora muita gente explicitasse o desejo de pular na água. Até que… Corta para: repentinamente, por volta das 16h30, enquanto acontecia o show das “quatro divas paraenses” — maneira pela qual Dona Onete, Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara foram apresentadas pela anfitriã Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World —, uma tempestade desabou sobre a floresta. Detalhe: há dez dias, não caía uma gota em Belém.

— E olha que eu estava me questionando: será que vamos “banzeirear” hoje? — afirmou, na cadeira de rodas, uma sorridente Dona Onete, reproduzindo a gíria local que se refere ao movimento intenso de ondas num rio, algo que pode ser causado por pororocas ou pela passagem de embarcações. — Não sei nadar, hein. Mas deu tudo certo, e a chuva veio para lavar. Era para ser assim.

O toró interrompeu brevemente o show, mas logo o céu se abriu para que as artistas retornassem ao palco com sucessos como “Voando pro Pará” (aquele do refrão “Eu vou tomar um tacacá, dançar, curtir, ficar de boa…”), com Joelma batendo cabelo junto aos bailarinos; “Ex mai love”, que Gaby Amarantos fez a plateia cantar em uníssono; “Jamburana” (dos versos “O jambu treme, treme, treme…”), que Dona Onete, a veterana de 86 anos, pôs todos para dançarem; e “Quem manda em mim”, que a novata Zaynara, de 24 anos, comprovou ser hit.

Amazônia Live: A partir da esquerda, Zaynara, Dona Onete, Gaby Amarantos e Joelma — Foto: Divulgação
Amazônia Live: A partir da esquerda, Zaynara, Dona Onete, Gaby Amarantos e Joelma — Foto: Divulgação

A apresentação enérgica — que, a poucos meses da realização da COP30, em novembro, tinha o objetivo de descortinar especificidades locais para o mundo — se manifestou também como um “grito” para dentro do próprio país, como destacou Zaynara:

— A cultura paraense é viva, e a música produzida na Amazônia é popular e brasileira. Ela não se fecha no “regional”. A gente tem que lembrar isso.

Em conversa com jornalistas, Gaby Amarantos reforçou o coro — e bateu no peito ao encher a boca com a palavra “diva”:

— Finalmente o Brasil está enxergando isso tudo e dando valor para as nossas próprias divas pop nacionais — afirmou ela, que, dias antes, se apresentou no The Town, na capital paulista, ao lado das três colegas.

A cantora Mariah Carey se apresenta no evento Amazônia Live, em Belém (PA) — Foto: Diego Padilha/Divulgação
A cantora Mariah Carey se apresenta no evento Amazônia Live, em Belém (PA) — Foto: Diego Padilha/Divulgação

Mariah Carey não acompanhou o show das brasileiras. A americana teve um camarim exclusivo montado num iate particular, e ali permaneceu até que subisse ao palco, por meio de um elevador interno. “Mas, olha, a equipe dela é bem relax, ainda mais se comparada à de outros artistas internacionais. Eles reclamaram de calor, é claro. Mas quem não?” confidenciou um funcionário envolvido diretamente na produção do evento.

Responsável pelo cardápio da equipe da estrela, o chef Saulo Jennings fez questão de abastecer o bufê da artista com tucupi e açaí — ele até cogitou mandar o tacacá completo, com jambu, chicória-do-Pará e camarão seco, mas achou que poderia “assustá-la”, como ponderou. Se Mariah comeu o açaí ou provou o tucupi, ninguém viu, ninguém sabe.

O repertório da americana foi enxuto — exatamente 30 minutos —, e incluiu sucessos de toda a carreira, como “My all”, “Sugar sweet”, “Honey”, “Touch my body”, “We belong together”, “Heartbreaker” e “Emotions”, além da novíssima “Type dangerous”, que estará no álbum “Here for it all”, com lançamento marcado para o dia 26.

A iluminação especial à noite, com o palco emoldurado pela selva, foi um dos pontos altos. Estática no palco, apoiada sobre o microfone, Mariah empolgou representantes de fã-clubes brasileiros com os indefectíveis falsetes e arrancou gritos dos convidados ao dizer, com a língua embolada no português: “Eu te amo”. Pouco antes, igualmente sucinta, mandou um recado: “Nós estamos aqui para conscientizar sobre a preservação da Amazônia”. E terminou aí o espetáculo. Ou não.

Há quem ainda cultive esperança de que a americana mergulhará de cabeça, por que não?, no caldeirão cultural paraense. Dicas não faltam:

— Ela tem que entender um pouquinho de rock doido, tomar um tacacá e sair daqui “banzeireando”, tremendo na Jamburana. Aí fica tudo certo — lista Gaby Amarantos. — O que importa é vir com humildade. Ou, então, pode chegar com “pavulagem” (gíria para alguém cheio de si), porque aqui a gente é pávula. Ah, e tem que trazer seu ventiladorzinho para espantar o calor, além da raquetinha para matar os carapanãs (mosquitos). Tem também que passar andiroba. Não é repelente, não! Para finalizar, indico comer um charque com açaí, que aí ela vai querer pegar uma casa na Ilha do Combú e morar ali para sempre.

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