O Fluminense conseguiu o que mais queria ao vencer o Ceará ontem, por 1 a 0, no Maracanã, em jogo adiado da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro: enfim, entrar no G6, zona de classificação para a Libertadores. Com a vitória com gol de Renê, o tricolor chegou aos 47 pontos e assumiu a sexta colocação, ultrapassando o rival Botafogo na tabela.
- Veja: Um dia após megaoperação no Rio, Fluminense registra menor público como mandante no Brasileiro
- Leia: Policiais mortos em megaoperação no Alemão e na Penha são homenageados antes de Fluminense x Ceará
O resultado também manteve o 100% de aproveitamento do time sob o comando de Luis Zubeldía como mandante no campeonato — cinco triunfos. Apesar de suficiente, a atuação não impediu que a equipe tivesse um fim de jogo tenso diante de um adversário frágil.
Apesar da retranca do Ceará, o Fluminense encontrava espaços no ataque por meio da criatividade de Lucho Acosta, que não para de crescer desde a chegada de Zubeldía. Buscando o jogo a todo tempo, o meia argentino comandou as ações ofensivas, foi visado pela marcação e enfiou bolas na medida para seus companheiros. Porém, recebeu cartão amarelo por reclamação depois de uma falta e virou um desfalque de peso para o próximo confronto com o mesmo Ceará, mas no Castelão, às 16h, no domingo. Fruto do seu desempenho ontem e nos últimos jogos, ele saiu aplaudido pela torcida no segundo tempo.
Apesar do controle da partida, a primeira finalização tricolor só veio aos 25 minutos. E não havia jeito melhor de calibrar as pernas. Após o árbitro Flávio Rodrigues de Souza marcar um polêmico toque na mão do zagueiro Marllon, Renê não cruzou desta vez por um bom motivo: cobrou direto para o fundo das redes e fez seu segundo gol pelo clube. No lance, Pedro Raul tentou cortar a bola e atrapalhou o goleiro Bruno Ferreira.
Nas pontas, Canobbio e Serna eram acionados, mas tinham dificuldades nos duelos individuais. Conhecido por se entregar dentro de campo, o uruguaio, mesmo sem tanto sucesso em suas investidas, não deixava de correr por um minuto. E quase foi recompensado. Depois de confundir parte da torcida com um chute forte que bateu na lateral de fora da rede, o atacante parou na trave após a bola desviar na marcação. Ao se chocar com Matheus Bahia, caiu no gramado com dores e foi substituído por Riquelme na segunda etapa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/s/u/rBeBTxR8ufBxABqsMO4w/54889162911-567f0fd468-5k.jpg)
Já Serna voltou a apresentar uma atuação abaixo do esperado desde que retornou da seleção colombiana. A última vez que balançou as redes foi na vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-MG, no dia 4 de outubro, pelo Brasileiro. No lugar do colombiano, Keno também não empolgou, mas deu mais trabalho para a marcação — não à toa, exigiu grande defesa de Bruno nos minutos finais.
Quem também saiu do banco foi Cano, que esteve apagado, o que explica a condição de reserva. Elogiado por Zubeldía por sua atuação na vitória por 1 a 0 sobre o Internacional, Bernal ganhou mais um voto de confiança ao entrar no lugar de Hércules, que sentiu após o primeiro tempo. Com apenas sete minutos em campo, o volante uruguaio levou o terceiro amarelo e também está fora da próxima rodada.

