Ter gatos e plantas dentro de casa é possível, desde que você escolha as espécies corretas. Os felinos costumam brincar, se esconder e mastigar folhas, por isso é fundamental optar por plantas que não ofereçam risco.
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Manter um jardim ou um cantinho verde dentro de casa pode ser feito sem perigos para os animais de estimação, desde que você saiba quais espécies são seguras.
Os gatos são naturalmente curiosos. Essa característica, embora parte de seu comportamento exploratório, pode expô-los a perigos dentro de casa.
A planta-aranha, também conhecida como planta-aranha-da-sogra, é uma das mais comuns em interiores, graças à facilidade de cultivo. Não contém compostos tóxicos e pode ser colocada em diversos ambientes internos.
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O bambu é conhecido pelo rápido crescimento, resistência e flexibilidade. Não é prejudicial aos gatos e ainda oferece benefícios: pode adicionar fibras à dieta, auxiliar na digestão, melhorar a pele e a pelagem e contribuir para a saúde óssea.
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Algumas plantas aromáticas, como manjericão, alecrim e hortelã, são seguras para gatos. Elas adicionam frescor ao ambiente e podem ser cultivadas em pequenos vasos dentro de casa. Ainda assim, recomenda-se verificar cada variedade, pois nem todas são inofensivas.
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Essa planta herbácea pertence à família da menta e da sálvia. Contém nepetalactona, presente no caule e nas folhas, que atrai os gatos. Eles podem se esfregar, pular, rolar, miar ou mastigar a planta sem risco. A interação tem efeito estimulante e relaxante, contribuindo para o bem-estar e a redução do estresse.
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Com ramos longos e grossos, estimula a curiosidade dos felinos, que gostam de tocar e movimentar as folhas. Não contém substâncias tóxicas e não representa perigo, mesmo se mastigada em pequenas quantidades.
Também é possível ter plantas com flores, como orquídeas, violetas africanas, rosas ou várias suculentas. Entre as ervas benéficas estão valeriana, hortelã, tomilho, alecrim, poejo e erva-de-gato, que ajudam na digestão e eliminam bolas de pelo.
Plantas mais tóxicas para gatos
Entre as espécies mais perigosas estão:
- Folhas de louro: contêm eugenol e óleos essenciais que causam desconforto digestivo e podem levar à obstrução estomacal.
- Ficus: todas as variedades são irritantes; ingestão acidental provoca vômitos e diarreia.
- Lírios (especialmente lírio-do-vale): toda a planta, incluindo pólen e água do vaso, pode causar insuficiência renal grave ou morte. Segundo a Santévet, 75% dos donos não conheciam a toxicidade.
- Papoulas: provocam problemas digestivos e neurológicos, como tremores, letargia ou cegueira.
- Hortênsia: flores e folhas causam vômitos, diarreia, dor abdominal e falta de coordenação.
- Jiboia: trepadeira que irrita lábios e língua, provocando sensação de queimação e dificuldade para engolir.
- Monstera: efeitos semelhantes aos da pothos, com inflamação na garganta e problemas respiratórios.
- Tulipas: contêm alcaloides e glicosídeos que afetam o sistema digestivo.
- Eucalipto: provoca salivação excessiva, vômitos, diarreia, fraqueza, perda de apetite e convulsões.
- Poinsétia: causa irritação na pele, conjuntivite, ardência e desconforto digestivo mesmo em contato superficial.
Outras espécies potencialmente tóxicas incluem mamona, narciso-do-outono, maconha, oleandro, ciclâmen, crisântemo, dieffenbachia, jacinto, hera, kalanchoe, cereja-de-jerusalém, teixo e tomilho-espanhol.
Sinais de envenenamento e cuidados
Mesmo com plantas seguras, alguns gatos podem ter reações adversas. Segundo a Santévet, os efeitos dependem da planta e da quantidade ingerida, mas sinais comuns incluem:
- Perda de apetite, vômitos, diarreia, salivação excessiva
- Arritmias, dificuldade para respirar, perda de equilíbrio
- Paralisia ou convulsões
Se algum desses sintomas aparecer, é fundamental procurar imediatamente um veterinário.

