Niterói será um dos pontos de parada da Mostra Portugal Contemporâneo no Brasil, evento gratuito promovido pelo Arte Institute de Nova York que percorrerá seis cidades do país até janeiro de 2026. Durante a programação, estão previstas apresentações artísticas de Portugal e outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
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As atividades da mostra na cidade serão realizadas sexta e sábado, dias 8 e 9. Nos dois dias, o Theatro Municipal recebe o espetáculo de dança “Iter”, às 19h. A apresentação, que reúne os grupos portugueses Motus Dance Project e Plataforma Ent’ Artes, ambos da cidade de Braga, terá a participação da Companhia de Ballet de Niterói.
Em entrevista ao GLOBO-Niterói, a criadora da mostra, Ana Ventura, revela que o objetivo do evento é apresentar ao público brasileiro toda uma geração de artistas portugueses contemporâneos em diversas áreas culturais. Ela também explica a escolha da cidade:
— Niterói tem proximidade com várias localidades de Portugal, como Cascais, e é cidade irmã de Nazaré e Braga, havendo protocolos estabelecidos a nível da economia e da cultura. Estas três cidades portuguesas participam da mostra. A Companhia Ent’ Artes é de Braga. De Cascais, teremos a cantora Marisa Liz.
A idealizadora destaca ainda que o Arte Institute de Nova York tem uma longa parceria com organizações de Niterói e que o vínculo com a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói é um dos mais antigos.
— O Arte Institute já convidou a companhia para se apresentar no Alvin Ailey em Nova York e esteve envolvido na turnê a Portugal, com exibições em seis cidades daquele país — diz.
Na parte musical, o cantor, compositor e multi-instrumentista alcobacense Churky, conhecido por um som que passeia entre o folk, o pop e o indie, fará o show de abertura para Martinho da Vila, no sábado, às 19h, no Horto Botânico do Fonseca. O artista apresentará canções do seu EP mais recente, “A peça que faltava”.
Ana explica como surgiu a ideia de juntar os dois artistas:
— Num show recente, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, ouvi Martinho cantar uma música do cantor e compositor português Paulo de Carvalho, “Os meninos de Huambo”. Esta música é uma referência em Portugal e uma canção muito simbólica para os portugueses. Daí surgiu a ideia na minha cabeça de em algum momento tentar alguma ligação com as novas gerações de cantores contemporâneos.
Ainda de acordo com Ana, a oportunidade acabou por chegar mais cedo do que ela pensava, o que a faz planejar futuras parcerias.
— Quem sabe, quando os dois músicos se conhecerem, novas possibilidades possam surgir? — indaga.

