A revelação de Khloé Kardashian de que está há quatro anos sem relações sexuais, período iniciado após o término com o jogador Tristan Thompson, pai de seus dois filhos, reacendeu uma dúvida comum entre muitas mulheres: longos intervalos sem intimidade podem dificultar o orgasmo, causar secura vaginal ou tornar a retomada desconfortável?
- Confira: Mulher transforma mãos em carreira e fatura até R$ 17 mil por dia como modelo profissional
- Ficou morena como Carolina Dieckmmann? Veja os cuidados essenciais com o cabelo após a mudança
Em conversa com a revista “Elle”, a empresária admitiu sentir constrangimento ao falar sobre o assunto. “Fico mortificada só de pensar que essa é a minha verdade. Em dezembro fará quatro anos. Me sinto um pouco envergonhada, penso: ‘Que patético’. Mas, quando você chega a um certo ponto, percebe que isso é algo muito especial”, disse Khloé. Apesar da sensação inicial de desconforto, ela ressaltou os benefícios desse período dedicado ao autoconhecimento: “É tão fácil se distrair com outras pessoas. Quando passei pelo término, teria sido fácil desviar o foco, mas preferi olhar para mim mesma.”
Especialistas afirmam que mudanças podem ocorrer, mas geralmente são funcionais e totalmente reversíveis quando a saúde íntima é acompanhada e a retomada é feita de forma gradual. Segundo Fernando Javier Salgado Morales, ginecologista-obstetra e especialista em Medicina Fetal e Estética Íntima Feminina, a ausência prolongada de relações sexuais pode afetar a lubrificação, a elasticidade vaginal e até a resposta ao prazer, mas não provoca alterações permanentes na anatomia da região.
“A falta de atividade sexual não provoca alterações permanentes na anatomia vaginal. A elasticidade dos tecidos e a lubrificação são influenciadas principalmente pelos níveis hormonais, especialmente o estrogênio. No entanto, sem estímulo local por longos períodos, é comum que a lubrificação inicial seja mais lenta, a sensação de secura aumente — especialmente após o parto, em momentos de estresse ou menopausa — e pequenas variações no pH ocorram se houver alterações hormonais associadas”, explica o especialista. Ele ressalta que essas mudanças são funcionais e reversíveis, sem significar “fechamento” ou perda definitiva de elasticidade.
Dr. Fernando conta que longos períodos sem estímulo sexual podem reduzir a libido e tornar o orgasmo mais demorado. “A libido pode diminuir por fatores emocionais, hormonais e neurológicos. A resposta ao prazer tende a ser mais lenta, e o orgasmo pode exigir mais tempo de estímulo. A boa notícia é que isso é totalmente reversível. Com o retorno gradual dos estímulos — físicos, emocionais e mentais — o organismo tende a retomar sua resposta sexual habitual”, afirma.
Cuidados para retomada confortável
Existem estratégias para tornar a volta à intimidade mais segura e prazerosa. Entre elas, Dr. Fernando cita:
- Exercícios do assoalho pélvico, como o Kegel, que fortalecem a musculatura e melhoram a resposta ao prazer;
- Uso de dilatadores vaginais, indicado para mulheres com tensão ou histórico de dor;
- Hidratação vaginal com géis específicos, especialmente em situações de redução hormonal;
- Lubrificantes à base de água durante as primeiras relações para reduzir atrito e desconforto;
- Procedimentos de estética íntima e tecnologias como ultrassom terapêutico, para casos de sensibilidade, secura intensa ou flacidez tecidual.
- Exames e acompanhamento ginecológicoMesmo sem atividade sexual, o acompanhamento médico continua sendo fundamental. Entre os principais exames estão:
- Ultrassonografia transvaginal, para avaliar útero, ovários e estruturas pélvicas;
- Exames hormonais (estradiol, progesterona, testosterona, SHBG, TSH), essenciais para entender libido e lubrificação;
- Avaliação do assoalho pélvico, para verificar tônus e possíveis disfunções musculares;
- Papanicolau, importante para rastreio de doenças cervicais;
- Avaliação da microbiota e do pH vaginal, especialmente em casos de odor, ardência ou corrimento.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/s/W/4lXpVWTgCVB0voGXLFOQ/gettyimages-2237352557.jpg)
O ginecologista reforça que a retomada gradual da intimidade, aliada a cuidados preventivos e acompanhamento profissional, garante que longos períodos sem sexo não comprometam a saúde ou o prazer sexual da mulher.
